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Reajuste e incerteza sobre fórmula derrubam ações da Petrobras

02 de dezembro de 2013 | 13h 10
PRISCILA JORDÃO - Reuters

A frustração do mercado com o reajuste de combustíveis anunciado pela Petrobras e com a decisão de não divulgar detalhes sobre sua nova política de preços fez as ações da petroleira despencarem na Bovespa nesta segunda-feira.

Na noite de sexta-feira, a estatal divulgou reajuste de preços nas refinarias de 4 por cento na gasolina e de 8 por cento para o diesel, já refletindo uma nova metodologia, em um momento em que sofre com um caixa apertado e alto endividamento.

No entanto, a empresa disse que "por razões comerciais, os parâmetros da metodologia de precificação serão estritamente internos à companhia".

Analistas do Citi Research, que esperavam um aumento de 5 por cento para a gasolina e de 10 por cento para o diesel, rebaixaram a recomendação da empresa de "compra" para "neutra".

Analistas do Deutsche Bank também se mostraram insatisfeitos com o patamar do reajuste anunciado.

"O aumento está abaixo do que a Petrobras precisa para fechar o 'gap' com os preços internacionais e acabar com perdas, e o mercado deve temer que essa pode ser a última elevação de preços até a eleição presidencial de 2014", afirmou o analista Marcus Sequeira, do Deutsche Bank, em relatório.

Segundo o BTG Pactual, o reajuste anunciado cobre um terço da defasagem de preços de 12 por cento para a gasolina e 25 por cento para o diesel vistos no fechamento da sexta-feira. "Não sabemos se isso é um sinal do porte médio de futuros aumentos de preços", afirmaram os analistas Gustavo Gattass e Stefan Weskott em relatório.

Às 13h, as ações preferenciais da Petrobras despencavam 6,75 por cento, a 17,83 reais, e as ordinárias caíam 7,91 por cento, a 16,87 reais. Os papéis puxavam para baixo o Ibovespa, que caía 1 por cento.

Os preços dos combustíveis no Brasil têm sido mantidos abaixo do patamar do mercado internacional diante de preocupações com seu impacto na inflação.

Nesta segunda-feira, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que a inflação não pode ser colocada em segundo plano quando se fala de etanol e combustíveis, e acrescentou que, não se fosse a taxa de câmbio, haveria paridade nos preços de combustíveis com o mercado internacional.

FÓRMULA DE REAJUSTE

Além do aumento abaixo do esperado, participantes do mercado criticaram fortemente a falta de detalhes sobre a fórmula de reajustes, que, segundo a administração da estatal, deveria trazer mais previsibilidade à geração de caixa e uma redução dos índices de alavancagem.

Para analistas do Itaú BBA, "ninguém sabe exatamente quais são os indicadores ou quais são os gatilhos ou períodos para as revisões, deixando espaço para potenciais manobras nos preços".

"Nós nos questionamos o que realmente mudou", disseram os analistas Paula Kovarsky e Diego Mendes, em nota a clientes no fim de semana.

Por sua vez, o Credit Suisse rebaixou, no domingo, a recomendação para as ações da empresa para "underperform" (abaixo da média do mercado). O preço alvo das ADRs está estimado pelo banco em 14 dólares.

"Aumentos tímidos nos preços e uma metodologia de precificação opaca deterioram a percepção sobre a governança corporativa, enfraquecem a posição de uma equipe de gestão forte e técnica, têm um significativo impacto nos lucros e na avaliação e deixam o balanço financeiro extremamente frágil em meio a um 2014 cheio de incertezas", disseram os analistas Vinicius Canheu e Andre Sobreira, do Credit Suisse, em relatório a clientes.

O lucro da Petrobras no terceiro trimestre veio bem abaixo da previsão de analistas, com queda de 39 por cento em relação ao mesmo período do ano passado, com impacto principalmente da importação elevada de derivados por um preço acima do praticado no Brasil.




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