Redes de varejo se armam para disputar comércio eletrônico

O comércio eletrônico estará no centro da disputa das grandes redes de varejo este ano. A fusão da Americanas.com e do Submarino, anunciada em dezembro - que dará a ambas o controle de cerca de 50% do mercado -, foi um sinal de alerta tanto para quem já está na internet como para quem planeja entrar no mundo virtual. O Extra.com, site de vendas do grupo Pão de Açúcar, anunciou recentemente que investirá R$ 40 milhões nos próximos três anos. As vendas pela internet representam menos de 1% do faturamento da companhia - que deve ter fechado 2006 em torno de R$ 17 bilhões. A intenção é aumentar essa fatia para 4,5% em 2010, o que corresponderá a vendas de R$ 1 bilhão. O Wal-Mart já deixou claro que pretende entrar no comércio eletrônico, possivelmente este ano. A companhia criou um grupo de trabalho dedicado a estudar o e-commerce e acompanha o desempenho das vendas virtuais dos supermercados Mercadorama, em Curitiba, e Nacional, em Porto Alegre. Ambos pertenciam ao grupo Sonae, adquirido pelo Wal-Mart no ano passado. O Mercadorama online, por exemplo, tem um tíquete médio cinco vezes maior que o das lojas físicas. ?A corrida das redes para o comércio eletrônico vai se intensificar porque o potencial de mercado é enorme?, diz o especialista em varejo da consultoria da IBM, Alejandro Padron. Ele observa que a venda de computadores no Brasil tem um crescimento alto, que os preços das máquinas estão caindo e as classes C e D começam a ter acesso à banda larga. ?Hoje temos 30 milhões de internautas, mas apenas 4,8 milhões fazem compras na internet,? diz. Dinamismo Para o consultor especializado em economia digital, Cid Torquato, a fusão entre Americanas e Submarino fará com que o mercado se movimente. ?Sem dúvida as empresas vão investir mais em novas estratégias, em serviços para os usuários, publicidade e marketing ?, diz. A guinada do Pão de Açúcar no comércio eletrônico começou no início de 2006. ?Reformulamos o layout do site para torná-lo mais agradável, dobramos a quantidade de produtos e fomos mais agressivos nas promoções?, diz o diretor de comércio eletrônico do grupo, Oderi Gerin Leite. De setembro a dezembro, as vendas no site cresceram 144% em relação a igual período em 2005. A previsão para 2006 era de alta de 160% na comparação com o ano anterior. Para este ano, ele planeja oferecer produtos exclusivos na linha de alta tecnologia.

Agencia Estado,

04 Janeiro 2007 | 09h51

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