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Renan Calheiros volta à presidência do Senado após renunciar em 2007

01 de fevereiro de 2013 | 16h 03
Reuters

O senador Renan Calheiros (PMDB-AL) retornou nesta sexta-feira à presidência do Senado, cargo ao qual renunciou em meio a denúncias em 2007, após ser eleito pela ampla maioria dos senadores para comandar a Casa pelos próximos dois anos.

Favorito na disputa desde o início, Renan foi indicado por seu partido, o PMDB, que tem a maior bancada da Casa, e venceu com 56 votos, contra 18 do senador Pedro Taques (PDT-MT). Dois senadores votaram em branco e outros dois anularam seus votos.

O senador alagoano volta ao cargo de presidente da Casa depois de ter sido obrigado a renunciar, em 2007, por denúncias de corrupção que envolvem tráfico de influência e apresentação de notas falsas para comprovar sua renda.

"Como antes, agora exercerei a presidência do Senado com isenção, diálogo, equilíbrio, transparência e respeito aos partidos e aos senadores", afirmou Renan em discurso após ser eleito.

"Só aqueles que têm a humildade de assimilar as críticas, que são permeáveis às depurações e admitem corrigir erros mantêm sua respeitabilidade. Aceitar críticas é um gesto de humildade e desejo de interagir com a sociedade. Assim teremos um legislativo forte", afirmou.

Renan foi o indicado pela bancada do PMDB para disputar a presidência. Pela tradição da proporcionalidade, a maior bancada indica o candidato, que é submetido a voto, o que não impede que outros senadores concorram ao posto.

Dentre as propostas apresentadas durante deu discurso de posse, afirmou que "não é o fim do mundo o Congresso derrubar vetos presidenciais". Renan, que com a vitória na eleição para presidente do Senado assumirá também a presidência do Congresso, afirmou que criará um mecanismo para limpar a pauta de vetos.

O ano legislativo de 2012 foi encerrado com um impasse sobre o trâmite de votação de vetos no Congresso. Atualmente, mais de 3 mil vetos presidenciais aguardam a análise do Legislativo. Entre eles, vetos que caso sejam derrubados podem causar dor de cabeça ao Executivo.

O mais polêmico é o veto que impede a aplicação de uma nova regra para distribuição dos royalties de petróleo entre Estados e municípios.

OVERDOSE

Renan prometeu ainda que aplicará "uma overdose de transparência" no Senado.

Há uma semana, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, ofereceu denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra Renan sobre as acusações envolvendo a apresentação das notas frias.

Taques, que admitiu em discurso antes da eleição ter entrado na disputa como "perdedor", porém defensor da "lisura" e da "transparência", afirmou que as denúncias do procurador são "seriíssimas".

O senador pedetista conseguiu reunir, em torno de seu nome, dissidentes da base aliada, como o PSB, e também partidos da oposição.

(Reportagem de Maria Carolina Marcello e Jeferson Ribeiro)



Tópicos: POLITICA, ELEICAO, SENADO*

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