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Reuven Rivlin é eleito presidente de Israel

JEFFREY HELLER - REUTERS

10 Junho 2014 | 11h 28

Reuven Rivlin, um parlamentar de direita contrário à criação de um Estado palestino, foi eleito presidente de Israel nesta terça-feira e substituirá o pacifista Shimon Peres no cargo em grande parte simbólico.

Rivlin, de 74 anos, é membro do partido Likud, do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, mas tem reputação de independência política e mantém um relacionamento pessoal complicado com o líder israelense.

Ex-presidente do Parlamento, Rivlin derrotou Meir Sheetrit do partido moderado Hatnuah, com uma votação de 63 a 53 em um segundo turno no Legislativo, depois que nenhum dos cinco candidatos originais conquistaram vitória absoluta no primeiro turno.

Embora chefes de Estado israelenses não estejam diretamente envolvidos em decisões políticas, Peres, que recebeu um Prêmio Nobel da Paz, usou a Presidência como um púlpito para defender a paz com os palestinos.

Peres, de 90 anos, termina o seu mandato presidencial de 7 anos em julho.

No mês passado Netanyahu fez uma sondagem sobre o futuro da Presidência, determinando que seus conselheiros conversassem com os colegas de gabinete sobre a possibilidade de suspensão da votação e uma avaliação da necessidade do cargo, disseram fontes políticas.

Alguns analistas políticos sugeriram que Netanyahu estava preocupado que a possível vitória de Rivlin, que já acusou publicamente o primeiro-ministro de mostrar desrespeito ao Parlamento e poderia torná-lo mais vulnerável em uma futura eleição geral.

Nenhum partido até agora obteve maioria absoluta em uma eleição nacional no país. Isso faz com que o presidente - cujos deveres têm pouco poder - tenha um papel-chave na formação de coalizões de governo.

A campanha para a eleição do décimo presidente de Israel foi marcada por rumores de jogo sujo e difamação.

Um dos principais candidatos, o veterano trabalhista Binyamin Ben-Eliezer, abandonou a disputa no sábado, depois que a polícia o questionou sobre a suposta fraudes financeiras.

Ben-Eliezer negou qualquer irregularidade e disse que tinha sido "deliberadamente um alvo" de inimigos para sabotar sua candidatura.