Facebook/ Dinho Ouro Preto
Facebook/ Dinho Ouro Preto

Rio registra saques, arrastões e roubos

Vídeos mostram grupo levando itens de mercado; Estado registra a 18ª morte de PM neste ano e major recomenda evitar uso de joia e celular

Vinicius Neder, Impresso

14 Fevereiro 2018 | 07h06

RIO - Uma filial do supermercado Pão de Açúcar no Leblon, zona sul do Rio, foi saqueada ontem, logo após abrir. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram pessoas deixando a loja carregando bebidas. Segundo a TV Globo, o supermercado ficou fechado por cerca de cinco horas por causa do saque. O carnaval teve uma série de registros de violência na cidade, incluindo o assassinato do 18.º PM neste ano.

A assessoria de imprensa da Polícia Militar informou que o 23.º batalhão, que fica no Leblon, foi acionado e “viaturas foram deslocadas para rua do bairro do Leblon, onde houve tumulto e invasão a um supermercado”. “Os suspeitos fugiram e não houve prisões relacionadas ao fato”, diz uma nota da PM. A assessoria de imprensa do Pão de Açúcar não respondeu às tentativas de contato sobre o caso.

Ainda ontem o sargento Fábio Miranda Silva foi morto no Méier, zona norte, no início da tarde. Ele foi baleado depois que homens armados passaram fazendo disparos. Silva estava de folga. Turistas relataram ainda três arrastões em 24 horas na Praia de Ipanema.

No domingo, o vocalista da banda Capital Inicial, Dinho Ouro Preto, relatou no Facebook que sua equipe foi assaltada na Avenida Brasil, um dos principais acessos ao Rio. Mais à noite, o compositor Moacyr Luz foi assaltado enquanto seguia para a Sapucaí. O táxi em que o sambista estava foi abordado na altura da Central do Brasil por criminosos que levaram seus pertences. 

Mesmo assim, ele desfilou pela escola Paraíso do Tuiuti, da qual é compositor. Em caso semelhante, a van que levava a atriz Juliana Paes para o desfile das escolas de samba, na noite de segunda-feira, ficou presa no meio de um arrastão, segundo a TV Globo.

Efetivo. Ao jornal O Globo, o comandante-geral da PM, Wolney Dias, destacou ter “poucas viaturas, o que não dá visibilidade ao trabalho”. “Veja, por exemplo, como foi o Bloco da Favorita (que reuniu 690 mil no sábado). “Do alto, grupos de policiais, misturados à multidão, pareciam pontinhos.”

Ainda ontem, o porta-voz da corporação, major Ivan Blaz, disse à Globo News que órgãos de ações sociais têm de atuar mais nas ruas. E recomendou a foliões que “não ostentem joias” e evitem selfie com celular.

Em nota, a assessoria de imprensa da PM informou que foram mobilizados, de forma extraordinária, 17.110 policiais em todo o Estado durante o carnaval, em um esquema especial que prossegue hoje. “Para contar com este contingente, foram mobilizados efetivos de todas as unidades convencionais e especiais, assim como a convocação de policiais lotados em funções administrativas e daqueles que se encontravam de férias, sendo estas suspensas temporariamente.”

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.