Rio Tietê ganha mais uma proposta para ser hidrovia

O Rio Tietê ganhou mais uma proposta entre as 67 propostas já feitas em mais de 100 anos para se tornar navegável. O governo do Estado de São Paulo quer criar um hidroanel metropolitano, aproveitando a conexão entre o Tietê e o Rio Pinheiros, ligados às Represas Billings e Taiaçupeba, na região de Mogi das Cruzes. O objetivo é levar, pela água, toda a carga transportada - ou parte dela - o mais próximo possível do Porto de Santos ou de pontos de distribuição que se integrariam a outros sistemas, como o Rodoanel e o Ferroanel.

AE, Agencia Estado

11 Maio 2009 | 10h00

A ideia custaria R$ 2 bilhões e levaria ao menos 20 anos para ser concluída. Não é de hoje que se fala em usar o Tietê para transportar cargas e pessoas. Em 1924, o engenheiro Francisco Saturnino de Brito pensava em construir quatro eclusas para garantir sua navegabilidade e criar um parque às suas margens, para dar vazão à água na época das cheias. Mas as ideias de Brito não foram levadas adiante. Nos anos 1940, o prefeito Prestes Maia lançou um plano de construção de vias. Nos anos 1960, nasceram as marginais.

Havia lei prevendo recuperar a relação da cidade com o Tietê. Em 1927, a Lei 2.249 declarava o destino navegável do rio, que precisava receber outras obras. Em estudo, o engenheiro Adriano Murgel Branco ressalta: ?Registre-se que, não obstante a Lei 2.249 haver previsto as obras de navegação, elas não foram feitas.? A proposta do hidroanel deixa questões no ar, como as referentes ao tipo de carga transportada e os locais dos pontos de transbordo.

?O problema é que não se apresenta um estudo para valer?, diz o engenheiro Sergio Rocha Santos, professor da Escola Politécnica e do Departamento de Hidráulica e Saneamento da Escola de Engenharia de São Carlos da USP. ?É preciso fazer um estudo real para dizer se é economicamente viável.? Para ele, antes de executar o projeto, seria bom iniciar a navegação no trecho já existente - entre os Rios Tietê e Pinheiros. ?Seria uma oportunidade de viabilizar a operacionalidade de transporte de carga no rio. E mostrar que funciona.? As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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