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Rosberg pode sofrer consequências por colisão

REUTERS

24 Agosto 2014 | 18h 11

A Mercedes ameaçou rever a política de permitir que os seus pilotos disputem posições livremente depois que o líder da Fórmula 1, Nico Rosberg, e Lewis Hamilton colidiram no Grande Prêmio da Bélgica deste domingo.

"Infelizmente, sim", disse o chefe de automobilismo da Mercedes, Toto Wolff, quando foi perguntado se o time que está dominando a categoria poderia mudar suas táticas.

"Seria cedo demais para dar detalhes porque o diabo está nos detalhes. Somos todos fãs e devemos para nós mesmos e para todos que eles possam correr em paz", continuou.

"Essa filosofia terminou neste domingo porque a Mercedes perdeu pontos valiosos e não queremos chegar a Abu Dhabi depois de uma temporada em que perdemos o campeonato, seja de construtores ou de pilotos, porque somos muito fãs de corrida." 

Até este momento, o time foi claro ao permitir que os pilotos disputem posições, aceitando que interessa ao esporte ter corridas excitantes e evitando o que aconteceu várias vezes no passado quando uma equipe era muito dominante.

No entanto, o time ficou abalado com vitórias da Red Bull nas últimas duas corridas. Os austríacos foram mais competitivos do que o esperado em um circuito longo e rápido que deveria favorecer o motor híbrido da Mercedes.

A colisão de domingo, com Hamilton abandonando com um carro danificado e Rosberg em segundo, estendendo sua liderança para 29 pontos a sete corridas do fim, deixou a Mercedes apagando incêndios em duas frontes.

Houve atrito entre os pilotos desde que ficou claro que eles tinham o melhor carro do grid e estavam preparados para brigar roda a roda pelo maior prêmio do esporte a motor. 

Hamilton rejeitou neste domingo a indicação de que um acidente era inevitável, enfatizou que foi uma colisão evitável, e que os dois tinham muita experiência, mas a Mercedes certamente se preparando para isso.

O momento chegou em Spa, quando a asa dianteira de Rosberg cortou o pneu traseiro de Hamilton em uma batalha pela liderança na segunda volta.

"Agora chegamos a um ponto que sempre discutimos, não?", disse Wolff, olhando em volta para os repórteres.

"Vai acontecer ou não vai? Um acidente aguardando para acontecer, é inaceitável. Acidentes de corrida acontecem, acidentes entre companheiros não deveriam acontecer. Acidentes de corrida entre companheiros na segunda volta de uma corrida com 44, com um carro dominante, deveria ser não, não e não".

"É exatamente este o ponto que esperávamos nunca alcançar".

INCENDIÁRIO

Mercedes já teve tantas reuniões para amenizar o ambiente nesta temporada que elas quase poderiam ser acrescentadas ao programa regular de fim de semana e haverá mais algumas depois que Hamilton acusou Rosberg de acertá-lo de propósito.

"Nós acabamos de ter uma reunião sobre isso e ele basicamente disse que fez de propósito. Ele disse que fez de propósito", disse o britânico.

"Ele disse que poderia ter evitado, disse que tinha 'que provar um ponto'".

Wolff indicou que o ponto era mostrar a Hamilton que ele estava preparado para manter a sua direção, e não que era uma vingança por incidentes anteriores.

Mas muitos no paddock imaginam se a Federação Internacional de Automobilismo deveria investigar o caso, e a Mercedes agora tem que restaurar a ordem, sob o peso da pressão da mídia e do público.

Hamilton, em comentários imediatamente depois da corrida, duvidou que Rosberg receberia qualquer punição real, mas que isso também poderia forçá-lo a ser melhor.

"Isso me lembra os tempos de escola. Os professores diziam uma coisa, mas nunca faziam nada. Os comissários não fizeram nada, então vou ter que me esforçar ainda mais", disse o campeão de 2008.

Wolff indicou, em resposta, que Rosberg não vai se livrar dessa tão facilmente.

"Se Lewis disse que vai ser um tapinha na mão, e que não haverá consequências, então ele não sabe quais consequências podemos implementar", disse.

"Hoje, vimos os limites do tapinha na mão. Talvez o tapinha na mão não seja suficiente".

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