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São Luís proíbe postos de vender combustível em pets

08 de janeiro de 2014 | 10h 25
RAFAELA LIMA - Agência Estado

São Luís, a capital maranhense, estava deserta na noite de ontem, 07. Apesar da decisão de os ônibus voltarem a circular com frota total na cidade, o clima ainda é de insegurança e muito medo. O comandante da PM, coronel Zanoni Porto, reuniu-se com o secretário municipal de Trânsito e Transportes (SMTT), Carlos Rogério; com Gilson Coimbra, presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Rodoviário do Maranhão (STTREM); e com o presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros de São Luís (SET), José Luis Medeiros e, além do acerto do retorno da frota, também ficou decidido que, a partir de agora, postos de combustíveis em São Luís estão proibidos de vender gasolina, diesel ou álcool em garrafas pets.

A decisão de retorno da frota não foi totalmente cumprida. No começo da noite, a maioria dos coletivos foi recolhida para as garagens. Segundo a direção do SET, menos de 40% da frota continuou rodando pelas avenidas da capital. Gilson Coimbra, presidente do STTREM, informou que os ônibus estavam circulando, no entanto, a cidade estava vazia e, como não haviam passageiros, os empresários recolheram seus veículos. Por volta de 18h, os pontos de ônibus e os terminais de integração da capital estavam completamente desertos.

Durante a manhã de ontem, uma reunião na SMTT traçou os argumentos a serem discutidos com os representantes da segurança pública. "Estamos dando um voto de confiança para o comandante da PM", declarou Gilson Coimbra. O comandante da PM garantiu que será intensificado o policiamento ostensivo com novas estratégias, especialmente em áreas onde o registro de assaltos a ônibus é grande.

Além disso, ainda esta semana, será iniciada uma fiscalização nos postos de combustíveis e haverá reunião com os representantes da Agência Nacional de petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para oficializar a decisão dos representantes. "Essa medida é uma forma de dificultar as ações de criminosos e proporcionar mais segurança à população", declarou o coronel Zanoni.

Insegurança continua

Uma das medidas anunciadas pela governadora do Estado, Roseana Sarney, era a criação de uma Delegacia Especial para combate a crimes dentro da Unidade Prisional de Pedrinhas. O prazo para início das atividades era ontem, porém, até o fim do dia, o local destinado à delegacia continuava deserto.

Ontem, a Secretaria de Direitos Humanos da presidência da República (SDH/PR) declarou que há claras violações dos direitos humanos da população carcerária do Maranhão. Segundo a SDH, a ministra da pasta, Maria do Rosário, volta para Brasília hoje, após interromper suas férias, para tomar providências quanto a situação que considera gravíssima registrada no sistema penitenciário do estado. "A SDH/PR repudia com veemência a barbárie e a banalização da vida que afrontam as garantias estabelecidas pelo Estado Democrático de Direito", diz a nota enviada à imprensa.

Segundo o Secretário de Administração Penitenciária, Sebastião Uchoa, está sendo feita uma análise criteriosa em parceria com a secretaria de segurança para analisar a transferência de presos para presídios federais. "Estamos verificando critérios técnicos e jurídicos para definir o que será feito", esclareceu Uchôa. Segundo ele, já há previsão de construção, pelo governo do Estado, de sete unidades prisionais e mais uma com recursos federais, o que possibilitará a criação de mais de duas mil vagas. Essa ação diminuirá a superlotação e oferecerá espaços mais adequados para o cumprimento das penas.

Enquanto isso, em meio ao caos nos presídios e o colapso da segurança pública no estado, está marcado para amanhã o primeiro pregão para escolher as empresas que abastecerão as geladeiras do governo. Dentre as iguarias solicitadas, estão 80kg de lagosta fresca, uma tonelada e meia de camarão e oito sabores de sorvete. A lista também inclui 750kg de patinha de caranguejo, custando R$39 mil; duas toneladas de peixe e cinco toneladas de carne bovina e suína. O Estado prevê, com isso, gastar R$1 milhão para alimentar a família Sarney e seus convidados até o fim de 2014.

No edital, ainda estão a compra de 2.500 garrafas de 1 litro do guaraná Jesus, 50 caixas de bombom e 30 pacotes de biscoito champagne. Um dos itens mais curiosos da lista é o gasto de R$ 108 mil em ração para peixes. O segundo pregão para a licitação de fornecedores está marcado para esta sexta-feira.



Tópicos: Violência, São Luís

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