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São Paulo extingue bolsa em escolas de idioma

O Estado de S.Paulo

26 Abril 2011 | 00h 00

A Secretaria Estadual de Educação de São Paulo decidiu extinguir um programa que concedia bolsas a alunos da rede para a realização de cursos de idiomas em escolas particulares, como a Wizard e a Cultura Inglesa. Cerca de 80,8 mil alunos do Estado eram beneficiados.

 

Essa é mais uma das políticas criadas na gestão anterior, de José Serra (PSDB), que é modificada pelo governo de Geraldo Alckmin, do mesmo partido. O atual secretário da Educação, Herman Voorwald, já anunciou que pretende mudar as políticas de bônus e salarial dos professores. Um novo modelo de progressão continuada também está em discussão.

 

A secretaria afirma que pretende expandir a estrutura de seus Centros de Ensino de Línguas (CELs), que hoje atendem 58 mil alunos em 98 municípios (leia mais abaixo). Em nota, a pasta afirma que a evasão em seus centros de línguas é menor do que nas escolas particulares - 13,8% contra 32,4%.

 

A gestão Alckmin também diz que os custos com o modelo próprio são menores: enquanto os contratos com cursos particulares custaram cerca de R$ 41 milhões, os CELs totalizaram R$ 810 mil. Segundo a pasta, os alunos que tinham bolsas não ficaram sem aulas - a carga horária do curso, de 80 horas, foi cumprida.

 

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Alunos da rede estadual de São Paulo podem estudar inglês no contraturno  desde o ano passado. Os estudantes recebem material grátis e têm três horas de aula por semana, em um curso de um ano.

 

Desde 1987, a Secretaria Estadual da Educação mantém o Centro de Ensino de Línguas. Instalados em escolas de ensino médio, os centros atendem a cerca de 58 mil alunos por semestre. Além de inglês, os estudantes podem aprender, em cursos de três anos, espanhol, francês, italiano, alemão e japonês.

 

Segundo a professora de inglês Marta Unterleitner, que ensina na Escola Estadual Rui Bloem, em Mirandópolis, zona sul de São Paulo, o perfil dos alunos da rede pública mudou. “Antes, os estudantes questionavam a necessidade de aprender inglês. Hoje, dizem que não gostam da língua, mas sabem que precisam aprendê-la.”

 

Aluno do 3.º ano do ensino médio na Rui Bloem, André de Gennaro, de 17 anos, está aprendendo inglês. Seu objetivo é tirar notas boas no colégio, mas também se comunicar no idioma. “Um tio de minha namorada que mora nos EUA veio visitá-la e eu não consegui entrar na conversa.”

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