São Paulo recolhe 2 milhões de CDs e DVDs ilegais

Até novembro, 2 milhões de CDs e DVDs piratas foram tirados das ruas em São Paulo. O número já é 30% maior do que as apreensões feitas em todo o ano passado. Mas os custos da falsificação ainda são altos. Estudo da International Data Corporation (IDC), consultoria americana em tecnologia, sugere que, se o percentual de pirataria caísse 10 pontos, o Estado de São Paulo somaria à economia US$ 1,6 bilhão e obteria U$ 178 milhões em impostos, além de criar 7 mil empregos diretos e 21 mil indiretos. Não para garotos com baixo índice de escolaridade, como o ambulante Mouse, da Santa Ifigênia, em São Paulo. "Para eles, temos de criar projetos sociais de geração de renda e trazê-los para a legalidade", afirma Beeman. "Eles entendem de tecnologia e são bons vendedores." No Brasil, a pirataria atinge 64% dos softwares comercializados - a média mundial é de 35% - e representa perdas de receita da ordem de US$ 766 milhões, segundo a Associação Brasileira de Empresas de Software. "São Paulo concentra os principais centros de oferta de produtos piratas. De uma maneira geral, sempre se conviveu muito pacificamente com esse tipo de crime", diz o presidente da entidade, Jorge Sukarie. "A legislação brasileira de proteção intelectual é uma das mais avançadas do mundo", diz Keith Beeman, diretor mundial de Propriedade Intelectual da Microsoft. "O desafio, assim como nos outros países do Bric (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia e China), é fazer a lei ser cumprida." Entre as medidas recentes, estão dois decretos, um nacional e outro estadual, que permitem a cassação do alvará de pontos comerciais legalizados que comercializarem produtos falsificados. Keith está no Brasil para um encontro que acontece até esta quinta, dia 7, com executivos do Bric, países onde a maior preocupação da indústria de software é a falsificação. Nesta quarta, o executivo participa de um evento público no Rio, em que serão destruídos 1 milhão de softwares piratas apreendidos pela polícia. Ele também se encontra com André Luiz Alves Barcellos, do Conselho Nacional de Combate à Pirataria (CNCP), do Ministério da Justiça, criado após a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pirataria, encerrada em 2004.

Agencia Estado,

06 Dezembro 2006 | 09h25

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