Sardenberg na Anatel agrada setor de telecomunicações

A indicação do embaixador Ronaldo Sardenberg para a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) foi bem recebida por representantes de associações do setor de telecomunicações. O presidente da Associação Nacional das Operadoras Celulares, Ércio Zilli, por exemplo, disse que Sardenberg, pelos cargos que ocupou no Brasil e no exterior, "é uma pessoa de muito boa formação e teria condições de fazer um bom trabalho na Anatel". Sardenberg foi ministro de Ciência e Tecnologia no governo de Fernando Henrique Cardoso e ocupa a chefia da missão permanente do Brasil na Organização das Nações Unidas (ONU). O convite a Sardenberg para presidir a Anatel foi feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e antecipado pelo Estado na sua edição desta sexta-feira, dia 19. O presidente da Associação Brasileira de TV por Assinatura, Alexandre Annemberg, disse que o embaixador "é uma pessoa plenamente respeitável" e que não cabe nenhum reparo à indicação. O presidente da Associação Brasileira das Concessionárias do Serviço Telefônico Fixo Comutado (Abrafix), José Fernandes Pauletti, disse que Sardenberg tem todas as credenciais para entender a complexidade do setor. "É um bom nome e parece ser uma pessoa esclarecida", afirmou. O fato de Sardenberg não vir do setor de telecomunicações não pesa contra ele, na opinião dos empresários. Pelo contrário, a indicação do embaixador é vista como uma possibilidade de dar amplitude ao setor de telecomunicações e dimensionar sua importância para o desenvolvimento econômico e social do País. Experiência O presidente da ABTA, diz que não se pode rotular uma situação dessas. "Há prós e contras. Uma pessoa com experiência na área tem mais facilidade, evidentemente, de se colocar em relação a determinados problemas", avalia. "Por outro lado, uma pessoa que não seja especificamente da área talvez traga uma visão um pouco mais ampla da importância do setor, relativa à inclusão digital, por exemplo", afirmou Annemberg. Na avaliação do presidente da Acel, um conselheiro da Anatel não tem que ser necessariamente do setor. "Em um órgão regulador tem que ter pessoas que conheçam a fundo o setor e têm que ter também pessoas que vejam o setor não de dentro para fora, mas de fora para dentro", disse Zilli. Segundo ele, é importante ter no comando da agência, pessoas que considerem a importância do segmento de telecomunicações para o desenvolvimento econômico e social do País e a importância de se ter um ambiente favorável a investimentos, com segurança jurídica. "São visões que independem do setor", avaliou.

Agencia Estado,

19 Janeiro 2007 | 14h45

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