Secretário de Segurança de SP defende respeito à lei

O secretário da Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, fez um discurso em defesa do respeito "intransigente à lei" e aos princípios do estado democrático de direito no 121.º aniversário do 1.ºBatalhão de Polícia de Choque Tobias de Aguiar (Rota). A cerimônia ocorreu na tarde de terça-feira (04), na sede da Rota.

BRUNO PAES MANSO, Agência Estado

05 Dezembro 2012 | 09h05

Em um discurso breve, de seis minutos, Grella repetiu a sentença "respeito à lei" por sete vezes. "Confiança e esperança, tal como a mistura de água e vinho são exteriorizadas por ações preventivas e repressivas, marcada pela ousadia, bravura e firmeza no atuar, acompanhada do limite intransponível da lei", disse o secretário na cerimônia.

A cerimônia também teve a presença do prefeito Gilberto Kassab (PSD) e dos ex-oficiais da PM que foram eleitos vereadores para o mandato deste ano -o coronel Paulo Adriano Telhada, ex-comandante da Rota; o capitão Conte Lopes, que também atuou na corporação; e o ex-comandante-geral da PM Álvaro Camilo. Lopes e Telhada ainda desfilaram com a turma de veteranos.

A participação estratégica da Rota no combate ao Primeiro Comando da Capital (PCC), em parceria com a inteligência da PM, Ministério Público Estadual e a Secretaria da Administração Penitenciária, é tida como um dos motivos para os ataques a policiais a mando dos criminosos de dentro das prisões.

Essa decisão de usar a Rota estrategicamente no combate à facção ocorreu durante a gestão do ex-secretário da Segurança Pública Antonio Ferreira Pinto. O atual secretário de segurança ainda não disse como pretende usar a corporação no combate ao crime no Estado.

Símbolo

No discurso da cerimônia de aniversário, o secretário de segurança também fez menção ao símbolo oficial da Rota: "Um R, apontado para a estrela, ideal a ser alcançado".

Na internet e nas redes sociais, páginas de admiradores da corporação vinham reforçando a imagem da Rota com a caveira e a morte. Quando assumiu o cargo, o comandante-geral da PM, Benedito Meira, afirmou que processaria aqueles que usassem indevidamente a caveira como símbolo da Rota.

No fim do discurso, Grella citou ainda o nome do tenente Alberto Mendes Júnior, ex-integrante da Rota, assassinado em maio de 1970, depois de ser capturado pelo grupo guerrilheiro Vanguarda Popular Revolucionária (VPR). "Os sonhos e ideais do capitão Alberto Mendes Júnior podem ser visualizados na tarde de hoje nos olhos de cada um dos integrantes dessa verdadeira tropa de elite. Dignidade acima de tudo. Esse é o lema do grupamento policial reconhecido pela competência, coragem, ousadia e compromisso indissolúvel com os valores próprios de um estado democrático de direito." As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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