Segurança do Exército no Enem custará R$ 1,26 milhão
O Ministério da Educação repassou hoje para o Ministério da Defesa R$ 1,26 milhão para custear as despesas das Forças Armadas na segurança da distribuição do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem). A distribuição será feita pelos Correios mas, depois da tentativa de fraude que levou ao cancelamento da prova, o ministério pediu ajuda às Forças Armadas para garantir a segurança em todo o trajeto.
Depois de serem impressas na capital paulista, as provas serão levadas ao 4º Batalhão de Infantaria Leve e ao 2º Batalhão de Polícia do Exército, em Osasco (SP). De lá, serão retiradas pelas equipes dos Correios que farão a distribuição. Cada comboio será acompanhado por grupos de soldados até cada um dos 64 pontos de onde os exames serão distribuídos para todo o País. Também participam do esquema de segurança a Polícia Federal, a Marinha e a Aeronáutica.
No total, o custo da nova edição do Enem já alcança R$ 133,2 milhões. São R$ 132 milhões para a reimpressão e aplicação das provas, além do R$ 1,2 milhão para a segurança. A estimativa inicial do ministério era investir cerca de R$ 144 milhões no Enem. No entanto, com os R$ 35 milhões gastos com a impressão das provas que foram canceladas - que o MEC tentará obter de volta na Justiça - o orçamento já foi ultrapassado.
A primeira versão do Enem, prevista para o início de outubro, foi cancelada depois que o jornal O Estado de S.Paulo revelou o vazamento das provas. Uma investigação da Polícia Federal comprovou que funcionários contratados pelo consórcio para empacotar o material haviam retirado cópias da gráfica.
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