Ir para o conteúdo
ir para o conteúdo
 • 
Você está em Notícias >
Início do conteúdo

Sem Serra na disputa, Aécio reforça discurso de oposição e apresenta propostas

17 de dezembro de 2013 | 18h 22
JEFERSON RIBEIRO - Reuters

Com a disputa interna resolvida, o presidente do PSDB e pré-candidato à Presidência, senador Aécio Neves (MG), reforçou nesta terça-feira o discurso de oposição e apresentou as propostas dos tucanos para vencer as eleições do ano que vem, afirmando que o partido está preparado para debater ética, economia e políticas sociais com o PT.

No discurso mais contundente desde que assumiu o comando do PSDB, apontando erros do governo em várias áreas, Aécio disse que os tucanos devem representar a mudança que os brasileiros têm externado nas pesquisas.

Para alguns desses tucanos, o senador mineiro ficou mais à vontade para falar como pré-candidato neste terça depois que o ex-governador de São Paulo José Serra afirmou na véspera, por meio de sua página no Facebook, que não concorreria mais à indicação do PSDB para disputar a Presidência.

Serra disse que a direção tucana deveria oficializar o nome de Aécio "sem demora".

Aécio evitou mencionar o movimento de Serra, mas ao ser perguntado disse que o "gesto de desprendimento" mostra a unidade partidária e desconversou sobre a formalização da candidatura.

"Não está definida a candidatura do PSDB. Se for eu o candidato do PSDB serei intérprete do sentimento de muitos e não meu", disse o senador a jornalistas após o evento que apresentou 12 propostas do partido para as eleições do ano que vem.

Pouco antes, porém, Aécio foi mais direto.

"Estou ansioso por encontrar com os brasileiros em cada canto desse país e dizer: 'Estou pronto para o debate'", disse no discurso.

"Querem debater economia? É até covardia. Nós estabilizamos a moeda, resgatamos a credibilidade do Brasil, modernizamos nossa economia. Eles atentaram contra tudo isso e desmoralizaram o Brasil perante investidores que seriam necessários hoje para alavancar nosso crescimento", afirmou o tucano.

"Nós criamos a responsabilidade fiscal, com a oposição ferrenha e violenta dos nossos adversários. Eles criaram a contabilidade criativa que tem desmoralizado o Brasil interna e externamente", atacou o tucano.

Sem demonstrar preocupação com a denúncia da Polícia Federal que está sendo analisada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) sobre um suposto esquema de cartel nas concessões de trens e metrôs durante a gestão tucana em São Paulo, Aécio reforçou o discurso da ética.

"É no momento que percebo uma encruzilhada clara pela frente que o PSDB vem hoje dizer a todos os brasileiros, nós encarnaremos a mudança de verdade que o Brasil precisa. Ética e política não devem ser divorciadas como hoje estão na mente de tantos brasileiros. Ao contrário, elas devem caminhar como irmãs siamesas", disse.

PROPOSTAS

Antecipando parte de suas propostas para a campanha eleitoral, Aécio apresentou à plateia de parlamentares e assessores tucanos uma lista de 12 itens para mudar o Brasil.

Segundo ele, há três valores fundamentais que o PSDB levará adiante na campanha eleitoral: confiança, cidadania e prosperidade. Esses tópicos se dividem em 12 propostas.

Para resgatar a confiança, segundo Aécio, é necessário assumir um compromisso "com a ética e o combate intransigente à corrupção" e "recuperar a credibilidade e construir um ambiente adequado para o investimento" no país.

Para garantir a cidadania o PSDB propõe um "Estado eficiente"; "educação de qualidade"; "superação da pobreza"; "segurança pública como responsabilidade nacional" e "mais saúde para os brasileiros".

E para ter prosperidade, o tucano defendeu "maior autonomia para Estados e municípios", além de uma agenda urgente para meio ambiente e sustentabilidade, uma agenda clara para a infraestrutura, inovação e competitividade, melhorias para o setor agropecuário e mudanças na política externa para "reintegrar o Brasil ao mundo".

Os itens citados na cartilha, porém, não detalham claramente como o PSDB pretende conseguir essas metas e o texto traz, na maior parte, críticas à condução do governo nessas áreas.

O próprio Aécio já havia dito que não apresentaria um programa de governo, mas apenas compromissos que considerava fundamentais para o debate.

(Reportagem de Jeferson Ribeiro)



Tópicos: POLITICA, AECIO, PROPOSTAS*

Estadão PME - Links patrocinados

Anuncie aqui

Siga o Estadão




Você já leu 5 textos neste mês

Continue Lendo

Cadastre-se agora ou faça seu login

É rápido e grátis

Faça o login se você já é cadastro ou assinante

Ou faça o login com o gmail

Login com Google

Sou assinante - Acesso

Para assinar, utilize o seu login e senha de assinante

Já sou cadastrado

Para acessar, utilize o seu login e senha

Utilize os mesmos login e senha já cadastrados anteriormente no Estadão

Quero criar meu login

Acesso fácil e rápido

Se você é assinante do Jornal impresso, preencha os dados abaixo e cadastre-se para criar seu login e senha

Esqueci minha senha

Acesso fácil e rápido

Quero me cadastrar

Acesso fácil e rápido

Cadastre-se já e tenha acesso total ao conteúdo do site do Estadão. Seus dados serão guardados com total segurança e sigilo

Cadastro realizado

Obrigado, você optou por aproveitar todo o nosso conteúdo

Em instantes, você receberá uma mensagem no e-mail. Clique no link fornecido e crie sua senha

Importante!

Caso você não receba o e-mail, verifique se o filtro anti-spam do seu e-mail esta ativado

Quero me cadastrar

Acesso fácil e rápido

Estamos atualizando nosso cadastro, por favor confirme os dados abaixo