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Senadores cobram punição por morte de cinegrafista

RICARDO BRITO - Agência Estado

10 Fevereiro 2014 | 16h 24

Senadores usaram a tribuna na tarde desta segunda-feira, 10, para cobrar punição dos responsáveis pela morte do jornalista e cinegrafista da TV Bandeirantes Santiago de Andrade. A Secretaria Municipal de Saúde do Rio informou no início da tarde desta segunda-feira a morte cerebral do profissional. Ele foi atingido por um rojão de vara em um protesto no dia 6 de fevereiro e estava internado em estado grave no Hospital Souza Aguiar, no centro do Rio de Janeiro.

"Santiago Andrade, este é o nome da primeira vítima da brutalidade, da violência e da selvageria (...) que nem a sociedade, nem a democracia, que está no nosso País, aceitam, porque a democracia quer o contraditório, até, às vezes, o confronto, mas, nunca, no limite do sangue, nunca no limite da violência contra uma vítima", afirmou a senadora Ana Amélia (PP-RS), que também é jornalista. "Essa vítima não pode ficar impune", destacou.

O senador Ruben Figueiró (PSDB-MS) disse que a "violência desregrada" e a "falta de compostura" estão "contaminando a nossa sociedade". "Queria transferir à família enlutada os nossos sentimentos de pesar e ressaltar a mensagem que a viúva deixou a todos nós brasileiros, que realmente partiram de um momento de dor e de saudade. Que elas sejam registradas nos nossos corações e, sobretudo, na nossa consciência de brasileiros", afirmou o tucano.

O primeiro vice-presidente do Senado, Jorge Viana (PT-AC), defendeu uma maneira de se dar um "basta" nesse tipo de situação, com o fortalecimento da liberdade de expressão" de quem quer protestar. Mas observou que é preciso fazer um "duro combate a esses mascarados" que "ameaçam a sociedade". O vice-líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias (PR), cobrou "providências drásticas" contra quem participe de manifestações para agredir ou agir com violência. "Foi mais uma vítima, mais uma vítima da violência, mais uma vítima da insanidade, certamente daqueles que tumultuam para evitar que manifestações democráticas e pacíficas possam ter o apoio da sociedade", criticou.

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