Sepultado zelador de prédio que desabou no Rio
Sob chuva, amigos e familiares de Cornélio Ribeiro Lopes, 73, acompanharam hoje à tarde o enterro do zelador do edifício Liberdade, que desabou no Centro do Rio na quarta-feira. O corpo chegou ao Cemitério São João Baptista, em Botafogo, Zona Sul da cidade, por volta das 14h30.
A filha de Lopes, Sandra Maria Ribeiro, não permitiu a aproximação da imprensa. "O que tinha para falar eu já falei", disse. "Não estou culpando ninguém, mas futuramente é outra história." Após alguns minutos de orações, cerca de 30 pessoas acompanharam o cortejo.
A aposentada Beatriz Ferreira de Souza, 64, contou que conhecia Lopes há 20 anos e que fora vizinha do zelador antes de ele se mudar para o edifício Liberdade. "Fomos vizinhos por muito tempo. Era uma ótima pessoa", afirmou. Segundo ela, Margarida Vieira Lopes, que também morreu no desabamento, era a segunda mulher de Lopes.
Os dois moravam no 18º andar do prédio, disse Roberto Carlos, 44, sobrinho do zelador. De acordo com ele, o tio, que veio "ainda jovem" do Ceará e não tinha outros filhos, passava praticamente o dia todo no local e nunca havia reclamado de problemas na estrutura do edifício. "Podia haver um problema ou outro no trabalho, mas isso é normal", afirmou.
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