Só em 2010, serão feitos 1 bilhão de produtos com Bluetooth

No ano passado, a tecnologia de conexão sem fio curto alcance Bluetooth atingiu a marca de um bilhão de produtos fabricados e a tendência, segundo fabricantes que exploram o padrão, é de que durante o ano 2010 sejam fabricados outro bilhão de dispositivos. Segundo o consórcio que criou o padrão, a Bluetooth Special Interest Group (SIG - organização que fomenta o avanço do padrão), isso acontecerá principalmente pela expansão da tecnologia rumo a outros dispositivos além de telefones celulares e à expansão do uso da plataforma TransSend, que viabiliza a transmissão de diversos tipos de informação por meio de sinais Bluetooth. Outra tendência é de que os sinais Bluetooth passem a ser mais utilizados por celulares capazes de tocar música e em tocadores de música digital, permitindo a transmissão de sinais sonoros sem fio em estéreo. Vídeo em alta definição Apesar da maior velocidade dos chips Bluetooth, que estão na versão 2.0, a tecnologia enfrenta algumas limitações em termos de velocidade, o que pode ser resolvido no futuro próximo, por volta de 2008, quando devem surgir os primeiros produtos que usarão uma versão de Bluetooth rodando sobre sinais Ultrawideband (UWB), um novo tipo de codificação de sinal que deve elevar a velocidade de transmissão de dados em curtas distâncias para velocidades de até 480 Mbps, o que pode não só facilitar o transporte de dados entre diferentes dispositivos (computadores numa rede local, por exemplo), como viabilizar a transmissão de sinais de vídeo com alta definição entre filmadoras e displays sem a necessidade de cabos. Origem O nome "Bluetooth" vem do rei dinamarquês Harald Blatand, ou Harold Bluetooth (dentes azuis) em inglês, que unificou partes de seu reino durante o século X, que hoje englobam partes da Noruega, Suécia e Dinamarca, e que foi escolhido para batizar uma tecnologia relacionada ao intercâmbio de informações e à colaboração.

Agencia Estado,

05 Janeiro 2007 | 09h51

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.