Sony corre atrás dos concorrentes

Com novos games e até um controle que detecta movimentos, fabricante japonesa tenta reconquistar a liderança

Jocelyn Auricchio, O Estado de São Paulo,

04 Junho 2009 | 15h21

Depois da avalanche de novidades da Microsoft, a Sony teria que fazer um bom barulho para se sobressair na E3. A apresentação da Sony aconteceu logo depois do relativo fiasco da Nintendo. Como nada grandioso fora anunciado, a Sony já começou com vantagem sobre a concorrente. O portátil PSP Go, que já não era mais surpresa, pois tinha vazado para a imprensa um dia antes, apareceu e mostrou que finalmente a Sony entendeu que formatos proprietários de mídia estão fadados ao fracasso. Sem suporte ao UMD, o mini-DVD que a Sony inventou para o PSP, o novo portátil ganhou um formato menor, melhor autonomia de bateria e 16 GB de armazenamento interno. Mais importante: será o primeiro console da empresa a adotar o modelo de distribuição digital de conteúdo. Para comprar os jogos, basta acessar, do próprio PSP, a loja online do PlayStation. Gran Turismo PSP, anunciado quando o portátil foi lançado, em 2004, também reapareceu. Com um portátil desse calibre nas mãos, a Sony aproveitou para mostrar uma nova linha de games para PSP, com Metal Gear e Resident Evil como principais estrelas. Final Fantasy VII, o clássico de 1997, também foi liberado para download, para alegria dos fãs da série de RPGs. Para PlayStation 3, foram mostrados Gran Turismo 5 (que também está em desenvolvimento há anos), The Last Guardian, dos mesmos criadores de Ico e Shadow of the Colossus, e o violentíssimo God of War III. De olho na repercussão que a nova interface de controle da Microsoft teve, a Sony também exibiu uma nova tecnologia de detecção de movimento. Um pequeno bastão, com a ponta iluminada, reage em conjunto com o PlayStation Eye, a câmera do PS3, para detectar movimento. É quase como um híbrido entre o Wii e o Projeto Natal. Tecnicamente, o novo controle, que não recebeu um nome definitivo, impressiona, mas a falta de aplicação real é preocupante. Todas as demos técnicas mostravam gráficos muito rudimentares. A idéia de dar algo para o jogador segurar, que inclusive pode devolver uma resposta táctil, como vibração, é fantástica, mas a implementação real disso deixou muitas dúvidas no ar. Será que todos os processadores do PlayStation 3 dão conta da quantidade absurda de cálculos necessária para fazer simulações desse calibre? Sem data de lançamento definida, o novo controle da Sony é uma promessa para o futuro. Enquanto o futuro não chega, a marca  PlayStation3 continua sua escalada de vendas, aumentando de popularidade no Japão, conquistando mais jogadores no ocidente e ameaçando a liderança tanto da Microsoft quanto da Nintendo.  

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