Sony não ajudará filmes adultos a sairem em Blu-ray

Embora pouco falado, a história mostra que a indústria de filmes adultos foi um dos fatores que pesou a favor do formato VHS, na época em que este padrão brigava com o Betamax, da Sony. Estimulados pela idéia de ver filmes eróticos na privacidade do ambiente doméstico, as produtoras abraçaram fortemente a idéia, assim como aconteceu mais tarde com o DVD. Agora, quando há uma briga entre os formatos de discos de alta definição HD DVD e Blu-ray, a indústria se movimenta novamente na escolha de um formato preferencial. Mas, no que depender da Sony, a gigante japonesa que patrocina e desenvolve o formato Blu-ray, os filmes adultos terão de trilhar esse caminho sozinhos. A empresa afirmou publicamente que não apoiará a indústria do cinema pornô em sua transição para a alta definição, embora também tenha dito que não impedirá os estúdios de adotarem o formato. Mas há sérias restrições: a companhia não permitirá que sua subsidiária de duplicação de discos, a Sony DADC, trabalhe com filmes adultos. Repete, dessa forma, o mesmo movimento feito anteriormente com os vídeos em Betamax. Na prática, isso significa que se um estúdio quiser lançar filmes em Blu-ray, sem problemas, desde que a empresa contate um fornecedor de discos que trabalhe com a tecnologia. A queixa das produtoras é que a Sony não dá a elas a mesma atenção e nível de suporte técnico que é destinado aos demais estúdios de cinema. O movimento está fazendo com que as empresas deste movimentado setor optem pelo rival HD DVD (que é patrocinado pela também japonesa Toshiba), que já conta com os primeiros títulos do gênero em alta definição, lançados no início deste ano no mercado norte-americano. Preparo Não por acaso, há pelo menos dois anos estúdios como Vivid, Digital Playground e Wicked Pictures adotaram câmeras de alta definição, antecipando o lançamento futuro em discos HD DVD ou Blu-ray. No entanto, a transição para os sucessores do DVD está enfrentando outra natureza de desafios técnicos. É que o grau de detalhe da alta definição está exibindo detalhes de atores e atrizes (estrias, rugas, celulite, não necessariamente nesta ordem), obrigando diretores a tentarem tomadas de ângulos diferentes, sem contar a adoção de maquiagem e filtros de imagem, o que é uma preocupação relativamente nova para o setor. Segundo dados daquele mercado, a indústria de filmes adultos lançou cerca de 7 mil novos títulos no ano passado, movimentando cerca de US$ 3,6 bilhões só no mercado norte-americano.

Agencia Estado,

22 Janeiro 2007 | 12h33

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