Sotaque americano na salada

Dá para fazer uma salada de milho e tomate com várias roupagens, mas seja qual for a adotada, é um prato que dá muito certo nos dias mais quentes. Frequentemente, os tomates e o milho são temperados com manjericão, alho e aceto balsâmico, como numa criação italiana. Embora não seja, fica espetacular dessa forma. Se essa salada tem uma origem definida, suas raízes estarão na região da Califórnia. Feita do modo ao lado apareceu na Bay Area de San Francisco, lá pelos anos 80, quando os ingredientes americanos eram exaltados, mas a cozinha estava sob influência da gastronomia clássica francesa e da culinária italiana do século 20. Veja também: Receita de salada do novo mundo  Mark Bittman ensina a fazer a salada do novo mundo (dublado)  Mark Bittman ensina a fazer a salada do novo mundo (em inglês) Isso torna a minha versão ainda mais autêntica: casa nossos ingredientes nativos – milho e tomate – com outros dois ingredientes do Novo Mundo, chiles e abacate. E utiliza também coentro e limão, que não são nativos, mas se tornaram emblemáticos do México, do sudoeste dos Estados Unidos e de boa parte do Hemisfério Sul. Mas chega de tanta justificativa: a salada está aí porque é uma delicia de prato. Se seguir a receita, no final você terá a carnosidade defumada do bacon, combinada com aquela incrível doçura do milho, a acidez frutada dos tomates, a tenra untuosidade do abacate além da pungência do chiles.

Mark Bittman,

20 Agosto 2009 | 09h52

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