Sucesso do Apple iPhone pode causar crise de componentes

O novo iPhone, da Apple, é música para os ouvidos dos fabricantes asiáticos de componentes para celulares, mas analistas dizem que um sucesso do aparelho repleto de recursos pode representar sério desafio para alguns dos fornecedores de peças. A Apple planeja lançar o iPhone na metade do ano nos Estados Unidos, e a meta é vender 10 milhões de unidades em 2008. Mas o verdadeiro teste do produto surgiria na temporada de festas de 2007, quando as pessoas freqüentemente compram os aparelhos mais modernos como presentes para a família e os amigos. Embora empresas que atendem a nichos de mercado como a japonesa Toshiba e a alemã Balda, fornecedora de telas de toque, devam se beneficiar com o lançamento do modelo, os analistas dizem que os fornecedores de componentes precisam estar preparados para acelerar rapidamente sua produção, ou pode haver escassez caso o produto conquiste o sucesso rapidamente. As empresas que correm o maior risco são as produtoras de memória flash NAND, que equipará os celulares, bem como as fabricantes de peças específicas para o produto, como as telas de toque especiais que distinguirão o iPhone dos celulares mais tradicionais. Procura crescente O mercado geral de memória flash vem crescendo rapidamente, alimentado pela demanda crescente por uma nova geração de produtos que inclui players de música, câmaras digitais e celulares inteligentes. "A memória flash é o setor em que um problema (de escassez) é mais provável, e as telas de toque, também um nicho de mercado, podem representar outra preocupação", disse Tony Tseng, analista do Merrill Lynch em Taipei. Outros fornecedores importantes de peças especializadas para o iPhone incluem a Entery Industrial, que fabrica cabos e conectores, e a TXC, fabricante de controles de freqüência, de acordo com mídia taiuanesa. As metas de vendas da Apple para o iPhone em 2008 representariam cerca de um por cento do total de vendas de celulares projetado para o ano. Mas a empresa norte-americana, conhecida por lançar tendências, prevê que seu iPhone revolucionará os celulares da mesma forma que o player de música iPod revolucionou o segmento de música portátil.

Agencia Estado,

12 Janeiro 2007 | 17h09

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