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Suécia alerta para custo crescente da imigração na véspera das eleições

SIMON JOHNSON E JOHAN SENNERO - REUTERS

02 Setembro 2014 | 12h 27

A Suécia não irá “fechar as portas” para o número recorde de pessoas que buscam asilo no país, mas elas representam um fardo financeiro crescente, disse o ministro das Finanças sueco, sublinhando as preocupações dos eleitores com o tema da imigração às vésperas da eleição geral deste mês.

O debate franco sobre os custos da imigração é novo entre os principais partidos da liberal Suécia, mas pesquisas de opinião mostram que o apoio aos Democratas, que querem reduzir drasticamente o fluxo de candidatos a asilo no país, aumento dez por cento.

O ministro das Finanças, Anders Borg, afirmou que estimadas 80 mil pessoas irão pedir asilo neste ano e no próximo, o que deve impor um estresse cada vez maior nas finanças públicas – a conta pode chegar a 1,80 bilhão de dólares até 2018.

“Temos uma responsabilidade humanitária e devemos aceitá-la”, declarou Borg aos repórteres. “Não iremos fechar as portas para pessoas necessitadas.”

Borg fez seus comentários depois que o primeiro-ministro, Fredrik Reinfeldt, afirmou não haver margem para um aumento no gasto público por causa dos custos gerados pelos solicitantes de asilo.

Após o discurso do premiê, o líder democrata Jimmie Akesson tuitou: “O primeiro-ministro confirmou – a eleição é uma escolha entre imigração em massa e bem estar. Vocês escolhem em 14 de setembro.”

Para lidar com o aumento dos asilados, a maioria vindos da Síria e da Eritreia, a Comissão de Migração sueca diz precisar de cerca de 4 bilhões de dólares adicionais para o período 2014-2018.