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Suposto líder de milícia, Batman pega 12 anos de prisão

09 de setembro de 2010 | 19h 49
PEDRO DA ROCHA - Agência Estado

O ex-policial militar Ricardo Teixeira Cruz, conhecido como Batman, foi condenado a mais 12 anos de prisão por formação de quadrilha. Ele é apontado como líder da milícia Liga da Justiça, com atuação na zona oeste do Rio de Janeiro. Batman havia fugido da prisão em outubro de 2008, quando cumpria pena de 9 anos e 8 meses. Até ser recapturado, em maio de 2009, reassumiu o comando do grupo.

A juíza do caso, Alessandra Bilac, disse no julgamento que a certeza do poder exercido pela milícia chegou a tal ponto que Batman não teve o menor receio de aparecer no site de vídeos YouTube. Em um deles, o acusado afirmou que voltaria para tomar tudo o que era dele e que possuía vasto armamento, o qual teria sido "tomado" de traficantes.

Conforme a sentença, "o acusado, de acordo com o teor das interceptações telefônicas, apresenta total desprezo pela vida humana, mata e dá ordens de execução sem qualquer pudor". Duas das vítimas teriam sido os irmãos Leonardo e Leandro Baring, que depuseram contra o grupo.

O primeiro foi morto após prestar declarações à polícia sobre uma chacina ocorrida na favela do Barbante, em 2008, quando sete pessoas foram assassinadas. O segundo, que chegou a depor em juízo e reconheceu Batman, foi morto na noite de domingo.