Tecnologia traz inovação para pequenas e médias empresas

Um drama corriqueiro para a pequena e média empresa, na hora de investir em tecnologia, é pesar a decisão de se investir em novos sistemas ou então aplicar o capital na expansão de sua operação. Para algumas empresas de pequeno porte, os recursos necessários para adotar um sistema de gestão podem ser suficientes para dobrar seu negócio de tamanho. Mas existem casos em que as empresas acabam investindo na automação de sistemas de forma compulsória, às vezes por demanda de clientes maiores. A explicação é simples: pequenas e médias são fornecedoras de grandes companhias, que, por sua vez, adotam sistemas eletrônicos de administração (os pacotes de gestão empresarial). Por comodidade e também para atender a demandas de governança corporativa, acabam demandando que todos os fornecedores também automatizem seus sistemas, agilizando, por exemplo, a reposição de mercadorias. Barato que sai caro A demanda de grandes clientes é outro fator que faz com que as empresas de pequeno e médio porte sejam criteriosas na hora de planejar investimentos. "A maturidade faz com que as empresas tenham mais cuidado na hora da escolha. Elas avaliam, por exemplo, se adotar um sistema pela metade do preço valerá à pena se a implantação levar o dobro do tempo", alerta Roberto Dariva, diretor de negócios da Navita, empresa que fornece ferramentas de gerenciamento de conteúdo e administração de portais. O executivo também avalia que a adoção de novas tecnologias nas empresas de pequeno e médio porte é um caminho sem volta. "A adoção de certas tecnologias traz inovação para os processos das empresas, tornando-as mais aptas a competir", avalia. Compra com critério Outro sinal de que as empresas do chamado segmento SMB (da sigla em inglês Small and Médium Business), principalmente as de médio porte, estão mais criteriosas em suas escolhas sobre tecnologia é que em pelo menos 17% delas já há um executivo especializado em tecnologia assessorando os processos de compra e implementação, segundo afirmou Ana Claudia Plihal, gerente de produto SMB da Microsoft. "Antigamente era o dono quem fechava esse tipo de compra pessoalmente, ou algum executivo financeiro ou administrativo, que acumulava as funções de comprar suprimentos. Hoje, como a tecnologia faz o pequeno parecer tão profissional e exigente quanto as grandes corporações na hora de comprar", afirma Ana Claudia. A executiva também afirma que as empresas hoje ainda contam com benefícios indiretos, como a maturidade geral do mercado em relação ao SMB, com a criação de produtos apropriados, e a estabilidade econômica, que tornou o cenário mais positivo para que as empresas pudessem investir. "Sem a ciranda financeira e a hiperinflação, não há mais como mascarar as ineficiências, então as empresas buscam tecnologias que trarão maior retorno", diz. "Está mais complexo vender tecnologia porque o questionamento é muito maior. E é impressionante ver o salto que as empresas do SMB deram no Brasil", completa Ana Claudia. Outras medidas também beneficiaram o setor, que sentiu as ondas da chamada MP do Bem, que trouxe incentivos para a compra de computadores até R$ 2500, com isenção dos impostos PIS e Cofins, baixando em até 9,6% o preço final de computadores. "Muitas empresas aproveitaram o bom momento para substituir o parque instalado de PCs por novas máquinas", afirma Renata Gaspar, diretora do grupo de computação pessoal para empresas da HP Brasil.

Agencia Estado,

11 Janeiro 2007 | 12h12

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