Todo mundo joga videogame

Jogos entraram no inconsciente coletivo e são uma das principais atividades culturais do século

Jocelyn Auricchio, Rodrigo Martins e Heloisa Lupinacci, de O Estado de S. Paulo,

08 Junho 2009 | 12h27

O vendedor Flávio Paschoal, 53 anos, desembaralha as cartas do Free Cell no PC antes de levar o filho para a escola. A publicitária Évora Ferraz, 34 anos, empilha pecinhas do Tetris na tela do celular até quando vai trocar o óleo do carro. O estudante Gabriel Marin, de 22 anos, dá xeques-mates virtuais entre uma tarefa e outra no trabalho. E o microempresário Ramés Fernandes, 28 anos, espera os filhos dormirem para poder jogar Mario no Wii.   Os games não são mais exclusividade de consoles e computadores. Cada vez mais gente joga, mesmo que não se dê conta disso. No celular, no Orkut, no Paciência do Windows ou até no iPod.   E ainda que não jogue, pode ser que você tenha uma camiseta com a estampa do Pac-Man. É verdade que isso não faz de você um gamemaníaco, mas demonstra que os jogos eletrônicos não apenas entraram no inconsciente coletivo de nossa era, como já são uma das principais atividades culturais doséculo 21.   Parece exagero? Pois então, veja só: pesquisa da consultoria NPD apontou que norte-americanos preferem uma partida de videogame a uma sessão de cinema. Questionadas sobre o que fizeram para se divertir nos últimos seis meses, 63% das pessoas responderam que jogaram videogame e 54% disseram que foram ao cinema - o campeão foi ouvir música (94%), mas isso já é assunto para outra edição.   Não é à toa que todos os anos todos os olhos se voltem para a E3, feira que apresenta novidades do setor. Neste ano, o foco foi justamente o jogador casual - como Flávio, Évora, Gabriel e Ramés - que não tem paciência para controles cheios de botões. A Microsoft marcou presença ao mostrar projeto que transforma o jogador em joystick.

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