Um bom duelo para o Saint Patrick's

Murphy's chega para 'bater copo' com a Guinness. Qual é a melhor?

Roberto Fonseca, O Estado de S.Paulo

04 Março 2010 | 02h57

Depois de anos reinando como única cerveja do estilo dry stout servida com nitrogênio no Brasil, a Guinness ganhou uma adversária. Recém-adquirida pela Heineken, a Femsa traz ao País a Murphy"s Irish Stout.

A proximidade da festa irlandesa do Saint Patrick"s Day, em 17 de março, animou o Paladar a fazer a prova do copo. Na aparência, são quase idênticas: a Guinness, soube-se depois, teve uma precipitação mais rápida da espuma no copo - logo que a cerveja é servida, forma-se uma "cortina" de bolhas, que vão dando, aos poucos, lugar ao líquido de cor preta e brilho rubi.

Mas as diferenças começam no nariz. A Murphy"s tem notas mais maltadas e adocicadas, além de torrado, café e chocolate. Na Guinness, percebe-se café e torrado, com chocolate mais suave. Ponto para a Murphy"s.

No sabor, a novata apresenta uma sensação maior de corpo, mas, com ela, uma doçura mais destacada. A Guinness, mais seca, desperta a vontade de continuar bebendo.

Virtudes e defeitos postos, a situação é quase de empate técnico. A vitória - no caso, a escolha do consumidor - pode ser decidida por detalhes, como o preço e a disponibilidade. A lata de Murphy"s de 500 ml tem preço estimado pela Femsa em mercados de R$ 10,70. Já a embalagem de 440 ml da Guinness custa entre R$ 9,50 e R$ 12,30. Mas tem sido difícil achar a Guinness nos supermercados. A lata do teste foi adquirida em um bar.

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