Um limãozinho entre a lima-da-pérsia e a mexerica

O perfume do yuzu pegou Helena Rizzo, que trouxe até um pouco na mala para experimentar em um prato no seu Maní

25 Novembro 2010 | 09h03

 

 

 

 

 

Em quase todas as refeições que fez em Tóquio e Kyoto, no mês passado, Helena Rizzo se deparou com o inconfundível aroma de yuzu. "Quando o prato tem yuzu, a primeira coisa que se sente é esse ingrediente extremamente aromático. Parece uma mistura de lima-da-pérsia com mexerica", diz a chef do Maní. "A primeira vez que senti esse perfume foi em um restaurante em Tóquio. Achei maravilhoso. Depois me cansei, porque tudo tinha yuzu."

Japoneses adoram yuzu e o usam o ano inteiro. Mas é nesta época, entre fins de outubro e dezembro, que o fruto é aguardado com ansiedade, porque começa a amadurecer e fica bem amarelo e com perfume intenso. Daí o fato de os cozinheiros japoneses esperarem para usá-lo em seu esplendor e seguirem o respeito à sazonalidade.

"Os japoneses trabalham muito com as estações. É algo bem perceptível nos ingredientes, na estética dos pratos, na louça. Tudo tem a ver com aquele determinado tempo", conta Helena.

Apesar da overdose de yuzu, o limãozinho japonês não embotou o paladar da cozinheira. Ao contrário. Ela voltou com a casca desidratada na mala. "Adoro cítricos. Trabalho muito com limão, laranja, mexerica. Usaria yuzu em algum prato. Só não pensei ainda em qual", diz.

A chef trouxe boas lembranças da mesa japonesa. "A refeição que mais me impressionou foi no Nihonryori Ryugin, do chef Seiji Yamamoto." Seu prato favorito tinha castanhas e legumes da época. Aromatizados sabem com o quê? Yuzu.

 

 

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