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União Africana diz que terá força militar até fim de 2015

REUTERS

25 Junho 2014 | 21h 07

A África caminha para ter uma força militar regional até o fim de 2015, disse uma autoridade de alto escalão da União Africana (UA) nesta quarta-feira, enquanto líderes locais pediram uma menor dependência de intervenções estrangeiras.

Atrasos na implementação da Força Africana de Prontidão (ASF, na sigla em inglês) obrigaram Estados do continente a requisitar uma intervenção francesa para lidar com crises no Mali e na República Centro-Africana no ano passado.

Autoridades africanas expressaram ceticismo de que a força de cinco mil homens, em discussão há mais de uma década, estará pronta até o prazo, no ano que vem, levando líderes africanos a aprovar uma força de reação rápida ‘tapa-buraco’ no ano passado.

Smail Chergui, Comissário para Paz e Segurança da União Africana, de 54 nações, disse que quatro das cinco brigadas regionais que devem compor a ASF estão em um estado avançado de prontidão, incluindo a do norte da África.

Em uma reunião para marcar o décimo aniversário da fundação do Conselho de Paz e Segurança, ele afirmou que “estamos fazendo progresso para que (a ASF) esteja inteiramente em operação até dezembro de 2015”.

O Conselho de Paz e Segurança providenciou analistas para blocos regionais da África para criar um sistema de alerta para conflitos abarcando todo o continente com o objetivo de melhorar a prevenção, declarou.

O presidente do Chade, Idriss Déby, disse que uma série de conflitos em toda a África – do Sudão do Sul à República Centro-Africana – é um lembrete para seus líderes de que o continente precisa fazer mais para fortalecer suas próprias instituições de segurança.

Antes da cúpula de dois dias da UA, que começa oficialmente na quinta-feira na capital da Guiné Equatorial, Déby pediu que mais recursos sejam canalizados para o Conselho de Paz e Segurança da organização.

Mas o presidente sul-africano, Jacob Zuma, pediu maior cooperação entre o conselho da UA e o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) à luz dos recursos limitados do continente para lidar com as crises por sua própria conta.

Mais de 90 por cento dos esforços de paz e segurança da União Africana, incluindo sua missão na Somália, são custeados por atores externos, como a União Europeia e os Estados Unidos.

(Reportagem de Daniel Flynn)

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