Uns fizeram, outros provaram

Divididos em grupos, os alunos tiveram que combinar varietais que resultariam no corte Quinta do Paladar. O vinho vencedor, 'pronto para tomar e com potencial de evolução', será engarrafado pela Salton e enviado aos participantes

O Estado de S.Paulo

25 Setembro 2014 | 02h08

O material sobre as mesas fazia a sala de degustações parecer um laboratório. No lugar das taças, havia tubos de ensaio e pipetas. O equipamento estava ali à espera dos alunos que, divididos em cinco grupos, tinham um objetivo: fazer o próprio vinho - ou o próprio corte do vinho, a mistura entre amostras de varietais.

É bom que fique claro, o ponto de partida não era a uva ou o suco da uva, mas amostras de vinhos varietais que deveriam ser misturadas para criar o corte Quinta do Paladar.

Quem abasteceu os participantes da oficina com as amostras foi o jovem enólogo Gregório Salton, que conduziu a aula ao lado de Marcel Miwa, repórter de vinhos do Paladar. Ele levou quatro diferentes vinhos base: um Cabernet Sauvignon 2014 (símbolo da força), um Merlot 2014 (elegância), um Cabernet Franc 2014 (jovialidade), todos sem passagem por madeira, e um Tannat 2013 (rusticidade), este, com estágio de 12 meses em barricas de carvalho francês.

Cada um dos grupos elaborou uma mescla usando os quatro vinhos base - e durante a produção era possível ouvir frases como "apareceu um tostado que não tinha antes" ou "precisa de mais acidez". O júri formado por Gregório, Marcel e a sommelière da Salton, Carina Cooper, avaliou uma a uma. A melhor vai ser engarrafada pela Salton e enviada para todos os alunos participantes.

O vencedor foi o vinho criado pelo terceiro grupo. O Quinta do Paladar 2014 é uma mescla composta por 30% Merlot, 30% Cabernet Sauvignon, 30% Cabernet Franc e 10% Tannat. Na avaliação do júri, o Quinta do Paladar está "pronto para tomar, mas com bom potencial de evolução".

Foi assim que, no final da manhã do domingo meio chuvosa, os 45 participantes dessa oficina tiveram seu dia de enólogos.

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