Veja nesta terça o especial de 100 mi de celulares no Brasil

O Brasil encerrará o ano de 2006 com mais de 100 milhões de telefones celulares ativos. Nada mal para um produto que começou elitizado no País e assim se manteve durante um longo período, desde o início das operações analógicas, ainda sobre o regime da Telebrás. Se a possibilidade da comunicação móvel trouxe novas possibilidades para o brasileiro, elas só se concretizaram mais tarde, na esteira do processo de privatização da telefonia e com a venda de diversas licenças para que diferentes empresas competissem pelo mercado, derrubando os preços e trazendo opções de escolha para o consumidor. Evolução técnica Em São Paulo, por exemplo, a primeira opção era a Telesp Celular, que operava no sistema analógico - a chamada banda A - e que enfrentava sérias dificuldades técnicas com a interferência de outras fontes eletromagnéticas, limitação dos telefones 1G, ou de primeira geração que perturbou a empresa que viria a se chamar Vivo durante anos, até o início das transmissões digitais. A ela, se opôs a chamada BCP, que operava a banda B, e que introduzia os primeiros telefones digitais no Estado. Os aparelhos, que utilizavam a tecnologia TDMA foram sinônimo de inovação no final da década de 90, marcando o advento dos celulares de 2ª geração, ou 2G. A evolução técnica e a competição só aumentaria depois, com a chegada dos primeiros celulares GSM, já neste século, o aumento da competição, com a chegada da Telecom Itália Mobile, e a mudança da BCP para o nome atual, Claro, e da Telesp Celular para Vivo, marca atual da operadora. Junto com os telefones GSM, chegaram também os telefones CDMA do chamado padrão 1XRTT, a chamada geração 2,5G, que aumentavam as velocidades de transmissão de dados e inauguravam a época da venda de conteúdos por redes móveis, abrindo espaço para a venda de imagens e tons que personalizavam os toques dos aparelhos. 3G e a multimídia Esta evolução técnica manteve seu curso ao longo dos anos até chegar aos dias de hoje, com os celulares de 3ª geração, e que incorporaram evoluções técnicas em seus componentes internos que permitem aos aparelhos rodarem conteúdos multimídia, navegar na internet e funcionar como verdadeiros computadores portáteis, os chamados smartphones, que combinam as funções de telefone celular e computador de mão. Evolução essa que só faria sentido nos aparelhos com a contrapartida na melhoria das redes e serviços prestados, viabilizando aplicações como o acesso móvel e simultâneo a mensagens de e-mail e celulares que podem tocar músicas e vídeos, além de rodar jogos e outras aplicações. Smartphones e pré-pagos É bem verdade que o mercado brasileiro mantém disparidades, como uma enorme base instalada de telefones da modalidade pré-pago, um desafio às estratégias de monetização das operadoras. No lado oposto da balança, há uma camada de usuários avançados ávida por novos e melhores aparelhos, capazes de dar poder de processamento as forças móveis e que se tornaram visíveis após a chegada ao mercado dos primeiros smartphones, na figura do Blackberry, da canadense Research in Motion, que desembarcou no Brasil pelas mãos da TIM e que hoje é oferecido pela Claro e outras operadoras GSM. Aparelho que, apesar de entrar no Brasil concorrendo com a Palm, que já vendia no Brasil o smartphone Treo, praticamente inaugurou o conceito de acesso móvel a e-mail, trazendo a reboque aparelhos competidores de fabricantes como Nokia, Qtek, HP e Motorola. O especial de Telefonia Móvel que o jornal O Estado de S. Paulo publica nesta terça-feira, dia 19, também terá extensão na internet, com matérias adicionais publicadas no Portal Estadão.com.br.

Agencia Estado,

18 Dezembro 2006 | 16h33

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