Velocidade está estável, mas faltam modems

De coqueluche para gente que não podia ficar sem internet fora de casa, a banda larga móvel começa a ser interessante para outros perfis de internautas. Isso porque o sinal se tornou consideravelmente mais confiável em relação ao início das operações. "Eu me entusiasmei quando soube que as operadoras lançariam os modems 3G no País. Comprei o aparelho da Claro quando ele foi lançado e, desde então, notei uma melhora significativa na cobertura 3G da empresa", conta o publicitário Roberto Toledo. Para utilizar a internet 3G é necessário assinar um dos planos das operadoras e comprar um modem também vendido pelas empresas. Os planos da Claro são de acordo com a velocidade: 250 kilobits por segundo (Kbps), 500 Kbps e 1 megabit por segundo (Mbps), todos sem limite de tráfego de dados. Na Tim, há um plano que limita a navegação a um fluxo de 1 gigabyte (GB) por mês e com velocidade de 1 Mbps. Os outros pacotes, ilimitados, variam conforme a velocidade desejada: até 1 Mbps ou até 7 Mbps. É importante lembrar que a velocidade prometida raramente é atingida. Nos planos de banda larga fixa, a velocidade mínima varia de 500 Kbps a 1 Mbps. Em ambas as operadoras há um prazo de carência de 12 meses, ou seja, se você cancelar a internet 3G antes de um ano, terá de pagar multa. O argumento é de que o preço do modem, de até R$ 399, é subsidiado. As operadoras enfrentam agora o problema da falta de modems nas lojas. Há pouca variedade de aparelhos no Brasil. "Estamos trabalhando para homologar outros modelos de mais fabricantes", afirma Fiamma Zarife, diretora de Serviços de Valor Agregado da Claro. A Claro vende três modelos de modems USB (dos fabricantes Huawei, ZTE/Onda e Sony Ericsson) e placas PCMCIA para notebook. A Tim tem os mesmos modelos, com exceção do aparelho da Sony Ericsson, e placas.

Filipe Serrano e Marcus Vinicius Brasil,

18 Agosto 2008 | 00h00

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