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Viaduto do Distrito Federal onde rapaz morreu afogado é interditado

DÉBORA ÁLVARES - Agência Estado

22 Janeiro 2014 | 16h 05

Em um alagamento no mesmo local em outubro, uma menina de 6 anos morreu

Manoel Silva Júnior, de 20 anos, morreu na noite de terça-feira, 21, em um alagamento que atingiu a parte inferior de um viaduto da cidade-satélite de Ceilândia, localizada a 33 quilômetros do centro de Brasília. Há três meses, uma criança de 6 anos também morreu afogada no local, igualmente por causa de um alagamento. Após a morte de terça-feira, o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), determinou a interdição do viaduto e autorizou o início de obras para ampliação da rede de águas pluviais.

Segundo a ocorrência, registrada na 15ª Delegacia de Polícia (DP), o motorista Anderson Brenno Sousa Barbosa, 19 anos, não conseguiu frear o carro ao chegar ao local alagado. O veículo derrapou e desceu até debaixo do viaduto, em ponto que estava tomado pelas águas. Anderson ajudou Manoel a se soltar do cinto de segurança, mas o colega não conseguiu nadar até a superfície. Luan Cardoso Nelgaço, 19 anos, também estava no carro e se salvou, junto com Anderson.

Os dois rapazes que conseguiram sair do veículo pediram ajuda e chamaram o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar. Ao chegar ao local, um PM retirou Manoel da água, ainda com vida. O jovem, contudo, morreu a caminho do hospital.

Ainda segundo informações da 15ª DP, quando o alagamento baixou, os policiais encontraram uma arma ao lado do carro. Anderson e Luan afirmaram em depoimento na delegacia que o revólver era de Manoel, que o teria mostrado a eles antes de entrar no veículo.

O alagamento ocorreu no mesmo ponto em que Geovana, 6 anos, morreu afogada. Na ocasião, em outubro do ano passado, outras três crianças que estavam no mesmo ônibus escolar que ficou preso nesse local, devido ao alagamento, também chegaram a ficar internadas no Hospital Regional de Ceilândia.

Na manhã desta quarta-feira, 22, o governador Agnelo se reuniu com integrantes da Secretaria de Obras e da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) e autorizou obras imediatas no local. Segundo o GDF, desde a primeira morte na região, em outubro, algumas medidas, como limpeza de bueiros, têm sido tomadas para evitar o alagamento na área do viaduto.

Ao longo dos últimos três meses, foi preparado um projeto de expansão da capacidade de vazão da rede de águas pluviais. O governo aguardava o fim do período chuvoso para início da troca da tubulação, mas vai acelerar as obras, que devem começar nas próximas semanas.