Vinhos fora do radar

Prieto Picudo, Sylvaner, Agiorgitiko, Antão Vaz... Algumas uvas de nomes estranhos dão ótimos vinhos. Nesta edição, apresentamos uma seleção que vale você provar

GUILHERME VELLOSO , MARCEL MIWA, O Estado de S.Paulo

18 Setembro 2014 | 02h08

Não faz muito tempo, surgiu um movimento nos Estados Unidos batizado de "ABC", iniciais de "Anything but Chardonnay" ou "Anything but Cabernet (Sauvignon)", ou seja, qualquer vinho menos Chardonnay ou Cabernet Sauvignon. Foi uma reação de muitos consumidores ao hábito de se oferecer apenas vinhos dessas castas, não por acaso, respectivamente, a branca e a tinta, mais conhecidas no mundo.

Os tempos mudaram e, hoje, há enorme oferta de rótulos de diferentes castas, em vinhos monovarietais ou de corte. Mesmo assim, seja por falta de informação, seja por temor de se aventurar, muita gente ainda prefere opções consideradas mais seguras. Entre os tintos, os rótulos da onipresente Cabernet Sauvignon, principalmente chilenos, dividem essa primazia com os indefectíveis Malbecs argentinos. Merlot e Pinot Noir ficam em segundo plano.

Entre os brancos, os Chardonnays (chilenos, argentinos, brasileiros e de muitas outras nacionalidades) lideram as preferências, secundados à distância pelos Sauvignon Blancs. Claro que em qualquer restaurante italiano o Chianti ainda impera, mas aqui a garantia é o próprio nome do vinho, um dos mais difundidos no mundo, e não a uva (Sangiovese) com que é majoritariamente feito.

Não há nada errado nessas escolhas. Afinal, independentemente da uva utilizada, o importante é que o vinho seja bom e do agrado de quem o pediu ou comprou.

Mas desta vez, apostamos em uvas menos conhecidas. Ser produzido com uma uva "exótica" não garante nem uma coisa nem outra. O que nossa degustação quis mostrar é que há ótimos vinhos (inclusive na relação preço/qualidade) feitos com uvas menos conhecidas.

E, para que você não tenha medo de experimentar, apresentamos aqui uma seleção de vinhos feitos com elas.

Selecionamos quatro brancos e quatro tintos, que vale a pena você conhecer. São vinhos de diferentes regiões vinícolas e de tradicionais produtores como França, Itália, Portugal e Espanha, além da Grécia.

Para avaliá-los conosco, convidamos o sommelier Marcelo Batista, da Trattoria Fasano, onde foi realizada a degustação. Como o objetivo era analisar as características de cada vinho individualmente, não houve necessidade de prová-los às cegas, como costumamos fazer.

Os resultados foram surpreendentes, inclusive para nós, como você vai poder conferir nesta página.

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