Vocação tecnológica vem do tempo de D. Pedro II

Petrópolis e tecnologia têm uma relação estreita há tempos. A cidade foi inaugurada em 1862 para veraneio do imperador D. Pedro II, um aficionado por novas invenções. Foi ele o primeiro fotógrafo brasileiro ao adquirir, em 1840, a primeira câmera do País. Quando a República foi proclamada, em 1889, possuía quase 25 mil imagens em seu acervo. Antenado, D. Pedro II conheceu o telefone pelas mãos de seu criador, Graham Bell, em 1876. Em 1879, o Rio de Janeiro recebia a primeira linha telefônica do Brasil, instalada no Palácio de São Cristóvão. Já em 1883, era a vez de Petrópolis, com uma linha interurbana que a ligava ao Rio. A cidade serrana também era o local de veraneio de Santos Dumont, inventor do avião. Atualmente sua casa é ponto turístico. Lá estão expostas invenções como o chuveiro com água quente, aquecida a álcool. Hoje, Petrópolis quer ampliar a sua "vocação tecnológica". A realização do Festival de Tecnologia de Petrópolis (FTP) é um sintoma disso. Há nove anos, uma pesquisa da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) apontou a característica no município por conta da infra-estrutura e mão de obra científica. Desde então, foi criado um projeto para fomentar a área, chamado Petrópolis Tecnópolis, e 72 empresas se instalaram na região. "Queremos nos tornar o ‘Vale do Silício’ brasileiro", diz o prefeito de Petrópolis Rubens Bontempo (PSB-RJ).

Rodrigo Martins,

11 Agosto 2008 | 00h00

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