Web chinesa quer Starbucks fora da Cidade Proibida

Milhares de internautas chineses disseram querer a saída da filial do Starbucks da Cidade Proibida, cartão-postal de Pequim por excelência. A agência de notícias "Xinhua" informou que a série de comentários na internet contra a presença do Starbucks no Palácio Imperial surgiu depois que o popular apresentador de TV Rui Chenggang defendeu em seu programa a transferência da loja da rede americana especializada em servir café. "Um Starbucks na Cidade Proibida é uma desgraça para nossa cultura", disse um internauta, que aproveitou para acusar os administradores do monumento de serem escravos do dinheiro. Outro internauta pediu que a imprensa promova uma campanha para chamar a atenção daqueles que têm poder para tirar o Starbucks do Palácio Imperial. Mas nem todos concordam com essa postura. "Um Starbucks na Cidade Proibida não pisoteia a cultura chinesa", afirmou um colunista no jornal "Beijing News", acrescentando que se trata de "um diálogo entre a ideologia capitalista e a cultura tradicional chinesa, o que é comum na China de hoje". O Starbucks dentro do monumento abriu no ano 2000. Em correspondência enviada a Rui, que a tornou pública, o diretor-geral da rede americana, Jim Donald, disse que foram feitos "muitos esforços para encaixar (a loja) no ambiente da Cidade Proibida". Em 2002, um restaurante da rede fast-food americana Kentucky Fried Chicken (KFC) foi tirado do parque de Beihai, vizinho da Cidade Proibida e uma das principais atrações turísticas de Pequim, depois de altos funcionários expressarem sua objeção a sua presença no local.

Agencia Estado,

17 Janeiro 2007 | 17h31

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