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3 perguntas para... Alessandra Cavalcante, pediatra do Hospital São Luiz

30 de janeiro de 2012 | 3h 05
O Estado de S. Paulo

1. O que os pais e as escolas podem fazer para esse período ser o menos traumático possível?

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Tem de ter período de adaptação e tem de ser gradativo. Não pode ser uma permanência de muitas horas logo nos primeiros dias. E é bom para a criança saber que os pais estão ali perto. Mas o ideal é que a mãe fique do lado de fora da escola ou fora do alcance da vista da criança, porque, se ficar junto, o filho não vai se adaptar nunca. A mãe têm de saber que a criança vai chorar mesmo. Não adianta: tem de ser forte e aguentar o coração.

2. Levar o filho a lugares onde ele tenha contato com outras crianças ajuda na adaptação?

Sim, parquinhos e áreas comuns em prédios, onde dá para descer para brincar, são boas opções. Em casa, a criança não divide nada com ninguém se não tiver irmãos. Ela aprende o que é sociedade na escolinha.

3. Oferecer uma psicopedagoga para os pais de primeira viagem é exagero das escolas?

Acho que cada família lida de um jeito com a situação. Umas são mais tranquilas, outras não. Depende muito do que os pais querem. Colocar o filho na escolinha é estar preparado para ouvir o choro. Você entrega seu filho para uma pessoa estranha. Tem de confiar.