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15 de Abril de 2010

 

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''A gente precisa dar um passo bem dado na Ásia''

Entrevista[br][br]André B. Gerdau Johannpeter[br]Presidente da Gerdau

06 de setembro de 2010 | 0h 00
- O Estado de S.Paulo

Quando a Gerdau entrou na Índia, em 2007, um dos objetivos era se aproximar de outro mercado asiático, o chinês. Vocês continuam olhando para a China?

A gente continua monitorando, mas não tão fortemente. Depois de três anos de prospecção intensa, a gente não encontrou a oportunidade certa. Então decidimos diminuir a intensidade. A gente precisa dar um passo bem dado na Ásia, porque é um novo mercado, com cultura diferente, fuso horário diferente. Uma aposta como essa demanda gente, recursos.

E na Índia, o objetivo é comprar o controle da empresa com a qual a Gerdau tem joint venture?No momento, o objetivo é continuar com a joint venture. Nós temos um parceiro muito bom, que tem negócios na Índia. Ele trabalha com forjarias e com alguma coisa de siderurgia em aço. A Índia está crescendo muito fortemente, tanto em construção civil quanto na indústria automobilística.

Quando a operação indiana estiver mais madura, a Gerdau vai voltar a olhar para a China?

É difícil dizer agora.

Muitas empresas brasileiras foram para lá e tiveram dificuldades, como a Embraer...

Na China existem bons e maus exemplos. E, de novo, a indústria chinesa é a maior produtora e a maior consumidora de aço do mundo. O país está passando por uma consolidação muito forte no setor. Estão sendo criadas grandes empresas dentro da China. É um processo que ainda deve continuar por alguns anos até estabilizar a produção.

Durante a crise, a Gerdau fez um esforço grande de economia de custos. Quantos funcionários foram demitidos no mundo?

Esse número a gente não abre nem quando demite nem quando contrata. (O Estado apurou que o grupo tinha mais de 46 mil funcionários no fim de 2008. Hoje são mais de 40 mil.)

Quando a Gerdau voltou a contratar?

No Brasil, voltamos a contratar em julho, agosto do ano passado. Houve redução rigorosa de custos, de gastos fixos, depois a suspensão de contratos de trabalho, de antecipação de férias. Quando nada disso surtia efeito, havia redução de pessoal. Houve um esforço violento para evitar demissões.

Esse esforço de corte de custos explica parte dos resultados do segundo trimestre deste ano, que vieram acima do esperado pelo mercado?

É parte da explicação. Quando a empresa volta a crescer e está com os custos controlados, é o melhor dos mundos. Agora o desafio é manter esses patamares frente ao crescimento.

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