A Itália virou freguesa do Brasil
Seleção ganha fácil por 3 a 0, com dois gols de Luís Fabiano, e despacha atuais campeões mundiais para casa
No dia dos 39 anos da conquista do tri no México, a seleção brasileira evocou seu passado e deu uma dura lição aos atuais campeões do mundo. Sem a menor piedade e respeito, venceu fácil por 3 a 0, em Pretória. O nocaute se deu ainda no primeiro tempo. Os italianos levaram três gols que seriam ao menos cinco não fossem as santas traves de Buffon. E não deram trabalho a Julio Cesar. Uma lástima.
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Nem poderia ter sido diferente. O Brasil de Dunga voou. Foram 45 minutos irrepreensíveis. Nenhum jogador esteve fora do compasso. Não faltou sintonia na hora de dar o bote, roubar a bola e dar partida ao expresso Kaká, Robinho e Luís Fabiano. Quando os três desembestavam rumo ao gol de Buffon era uma tempestade.
E ainda tinha Maicon zarpando como um raio pela direita. Deu dó ver Cannavaro, um dia eleito o melhor do mundo, atordoado. Não sabia para que lado olhava nem a quem marcar.
O Brasil atacou sem dó. Fez tantos estragos na zaga italiana que ficou até difícil explicar como o primeiro gol demorou a sair. E, quando aconteceu, aos 37 minutos, com Luís Fabiano abrindo o caminho, a casa azul caiu de vez. Seis minutos depois, de novo o furacão Luís Fabiano conferiu. Havia um pânico tão grande na defesa da Itália que, em outro contra-ataque relâmpago, Dossena, contra, fez o terceiro.
CONTROLE ABSOLUTO
O que poderia acontecer de interessante no segundo tempo do clássico? Os campeões de 2006 voltaram com a missão de espetar pelo menos um golzinho salvador, o da classificação para as semifinais. Mas nem isso...
Aos pentacampeões não havia a menor necessidade de buscar algo mais. Bastava controlar a bola. E assim fizeram até o apito final. Um desperdício. Ficaram ali mais 45 minutos brincando com os italianos, que estão virando fregueses. Nas últimas cinco partidas com o Brasil, perderam três e conseguiram apenas dois empatezinhos. Mas em um deles, perderam nos pênaltis. Foi na final da Copa de 1994, quando Dunga levantou a taça do tetra.
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