Ir para o conteúdo
ir para o conteúdo
 • 
Você está em Notícias > Cultura
Início do conteúdo

A quente Stacey Kent

05 de setembro de 2010 | 0h 00
Jotabê Medeiros - O Estado de S.Paulo

Stacey Kent não nasceu ontem. Tem 44 anos, diversos discos lançados, mas o hype em torno do seu nome é tão recente que ela parece uma revelação. De qualquer forma, o hype também torna a chance de vê-la algo raro hoje em dia - já tem datas agendadas até meados do ano que vem. Por isso, é ocasião única. Durante sua carreira, Stacey foi sedimentando estilo e cuidado com seus repertórios que a projetam hoje como uma das mais originais cantoras da atualidade (uma das raras a manter um contrato exclusivo com a prestigiosa Blue Note).

Stacey foi apresentada ao Brasil durante o TIM Festival, em 2008. Fez um show inesquecível no Auditório Ibirapuera, na qual mostrou dominar com seu charme e elegância os ímpetos da plateia - está sempre ladeada do marido, o saxofonista, compositor, parceiro e arranjador britânico Jim Tomlinson. Agora, retorna com um disco gravado todo em francês, Raconte-moi (Blue Note), no qual reinterpreta canções de gerações distintas da chanson française, de Henri Salvador, Barbara e Georges Moustaki a Benjamin Biolay e Keren-Ann. A voz, que parece pequena, é extremamente bem colocada. Formada em Literatura Inglesa, está à vontade no idioma, que aprendeu pequena (o avô viveu na França, e a ensinou).

Também aprende português por conta de sua ligação íntima com a bossa nova, e já arrisca até compor na língua de Camões. "Cantar, no entanto, ainda não. Meu avô me dizia que é preciso primeiro entender a poesia de uma língua para depois poder compreendê-la completamente", analisa. Ela também vê uma sensualidade inerente ao português que não decifrou totalmente, mas está em vias de - leu recentemente Machado de Assis, e já dá entrevistas em português. Mas agora, é hora do francês (embora em ritmo de nouvelle vague): Raconte-moi abre com Águas de Março, de Tom Jobim, na versão francesa de George Moustaki.


STACEY KENT
Quando: Quinta, às 21h30. Onde: Via Funchal.
Rua Funchal, 65, Vila Olímpia, tel. 2144-5444.
Quanto: R$ 150/R$ 400.


LEVEZA E FORÇA
Um dos destaques da Temporada do Teatro Alfa, a São Paulo Companhia de Dança apresenta duas novas coreografias, mas aproveita também para trazer de volta Theme and Variations (foto), de George Balanchine. / ELIANA SILVA DE SOUZA

SÃO PAULO COMPANHIA DE DANÇA
Quando: a partir de quinta, às 21h. Onde: Teatro Alfa. Rua Bento Branco de Andrade Filho, 772, Santo Amaro, tel. 5693-4000. Quanto: R$ 40/R$ 60.


ANTOLOGIA DE DIAS
Anywhere Is My Land, que Antonio Dias abre no sábado, na Pinacoteca, é mostra antológica do artista, oportunidade de se ver conjunto amplo de suas obras dos anos 1960 e 70 e hoje pertencentes à Daros-Latinamerica de Zurique. / CAMILA MOLINA

ANTONIO DIAS - ANYWHERE IS MY LAND
Quando: De 11/09 a 7/11. Onde: Pinacoteca do Estado, Praça da Luz, 2, tel. 3324-1000. Quanto: R$ 6 (grátis aos sábados).

ARTES GRÁFICAS
O escritor e cartunista Ziraldo será homenageado na abertura, sábado, da 21ª edição do Sábados da Memória das Artes Gráficas, evento que acontece na Biblioteca de São Paulo. Ele vai dar um depoimento, que será gravado. / UBIRATAN BRASIL

MEMÓRIA DAS ARTES GRÁFICAS
Quando: Sábado, às 14h. Onde: Biblioteca de
São Paulo. Av. Cruzeiro do Sul, 2.630, Parque da Juventude, tel. 2089-0800. Quanto: Grátis.

LENDAS DO CASCUDO
Os contos de vida e morte recolhidos da cultura popular por Câmara Cascudo estão de volta ao palco, na nova temporada de O Colecionador de Crepúsculos, peça premiada de Vladimir Capella. Superprodução emocionante. / DIB CARNEIRO NETO

O COLECIONADOR DE CREPÚSCULOS
Direção: Vladimir Capella. Onde: Teatro Shopping Frei Caneca. R. Frei Caneca, 569, tel. 3472-2229. Quando: Sáb./dom. 16 h. Até 28/11 Quanto: R$ 40.