Açúcar e café sobem em NY; grãos avançam em Chicago
Cenário: Ana Conceição
Os mercados agrícolas oscilaram entre perdas e ganhos ontem, com investidores nervosos diante do impasse em torno da renegociação da dívida da Grécia, mas ainda satisfeitos com os números sobre o mercado de trabalho dos Estados Unidos em janeiro, que saíram na sexta-feira e surpreenderam. O café iniciou o dia em queda, mas ao longo da sessão na Bolsa de Nova York recuperou-se e fechou com alta de 1,32%, em 218,80 centavos de dólar por libra-peso.
A cotação do açúcar também subiu: 2,34%. Participantes desse mercado estarão de olho hoje na possibilidade de o governo da Índia aprovar a exportação de mais um milhão de toneladas do produto. Abinash Varma, diretor geral da Associação Indiana das Usinas de Açúcar disse à agência Dow Jones que o país tem um excedente exportável de quatro milhões de toneladas na safra que termina em setembro. A Índia é o segundo maior exportador mundial de açúcar, atrás do Brasil.
No mercado de grãos da Bolsa de Chicago o dia também foi de indefinição. Investidores estão cautelosos porque o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos revisará suas estimativas para a safra do país, do Brasil e da Argentina, na próxima quinta-feira. A expectativa é que o órgão reduza as previsões para os estoques norte-americanos de soja, milho e trigo e as projeções para a produção de soja e milho na América do Sul. O contrato março da soja fechou praticamente estável, em US$ 12,33 por bushel . O do milho teve ligeira queda de 0,04%, para US$ 6,4425 por bushel.
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