Alcoa vive seu melhor momento no Brasil
Recentemente, o executivo Franklin Feder, presidente da subsidiária brasileira da Alcoa, gigante americana do alumínio, passou por um aperto numa reunião com 35 representantes da rede de distribuição da empresa. "Eles reclamavam da falta de produtos acabados e exigiam que investíssemos na compra de mais equipamentos", diz Feder. Apesar do sufoco, o episódio é até comemorado por Feder. Ele representa a confirmação do acerto de uma aposta feita pelo executivo no auge da crise mundial. Na época, a direção da Alcoa decidira paralisar todos os investimentos em andamento ao redor do planeta.
Feder, que comandava um ambicioso programa de investimentos, no valor de R$ 6 bilhões, se opunha à decisão. Numa reunião dramática no QG da empresa, em Nova York, ele convenceu os chefes a abrir uma exceção para o Brasil, em particular em relação a uma megamina de bauxita em Juruti (PA). "Apelei para o imaginário: disse que se parássemos as obras, quando fôssemos retomá-las a floresta teria invadido tudo."
Na volta ao Brasil, a sorte continuou ao seu lado. Com o apoio do BNDES, conseguiu os recursos para terminar o projeto da mina. Também não houve cortes de pessoal e os talentos da empresa foram preservados. "Hoje estamos preparados para crescer", diz Feder. "Vivemos o melhor momento dos 50 anos de Alcoa no Brasil." Para este ano, ele projeta um crescimento de 9% das vendas sobre os U$ 2 bilhões de 2009, por causa do aquecimento de alguns setores, como a construção civil, embalada pela explosão imobiliária no Centro-Oeste, Norte e Nordeste. "É preciso ter uma boa estrela. Se a economia continuasse afundando, minha aposta teria dado errado", diz Feder.
Apesar do otimismo, Feder não esconde preocupação com uma eventual escassez e com os preços elevados da energia elétrica no futuro. "Isso poderia inibir novos investimentos e reduzir nossa competitividade frente à concorrência internacional", diz.
Ele reivindica, por exemplo, uma flexibilização das regras que dificultam a participação dos chamados auto-produtores nos consórcios formados para a construção de novas usinas, como a de Belo Monte, no Pará. "O problema é o timing, já que há muita discussão e muitos setores envolvidos." Segundo ele, o atraso na tomada de decisão vai contra o interesse do País. "Uma empresa como a Alcoa poderia migrar com seus projetos para outras regiões que apresentassem condições mais favoráveis".
Wal Mart auditou o Carrefour
O interesse do Walmart pela rede de supermercados do francês Carrefour no Brasil é para valer. As negociações chegaram a um estágio avançado, que incluiu uma auditoria nas contas do Carrefour. Tiveram como pano de fundo a queda acentuada das ações do Carrefour, o que levou acionistas importantes a cogitar a venda de filiais nos países emergentes. Com a recuperação dos papéis e o bom desempenho da operação brasileira, as tratativas esfriaram, mas não o interesse dos americanos.
Número
US$ 45 bilhões
é a previsão da entrada de Investimento Estrangeiro Direto (IED) no Brasil, em 2010, segundo a Sobeet, que estuda as empresas transnacionais. O volume é 73% superior ao de 2009
Mauricio de Sousa planeja sucessão
O cartunista Mauricio de Sousa, criador da Turma da Mônica, resolveu levar a sério a sucessão em sua empresa, a Mauricio de Sousa Produções, que emprega a maioria de seus 10 filhos. "Deixar essa questão bem resolvida é uma necessidade diante de clientes e licenciados", diz Mauricio, 74 anos de idade. Para assessorá-lo, ele contratou o escritório Abe, Costa, Guimarães e Rocha Neto Advogados, de São Paulo, especializado em sucessões familiares.
Investimento milionário de Quércia em Campinas
O ex-governador de São Paulo Orestes Quércia pretende lançar este ano um megaempreendimento imobiliário em Campinas, no interior de São Paulo, orçado em R$ 200 milhões. Trata-se de um centro comercial, que será instalado na avenida Brasil, no antigo Shopping Jaraguá Brasil. A Sol Panamby, holding de Quércia, bancará 40% do negócio. O restante será captado entre investidores interessados no negócio.
Líder aposta nos negócios do pré-sal
A mineira Líder, maior empresa de aviação executiva da América Latina, está apostando na exploração do pré-sal. A empresa deverá investir R$ 30 milhões na compra de mais três helicópteros Sikorsky S-76, equipamento com autonomia de até três horas e capacidade para 12 passageiros. Com a aquisição, sua frota de helicópteros chegará a 51 unidades. Boa parte deles está locada para a Petrobrás.
"Os bancos deveriam fazer tudo o que fosse necessário para cumprir seu verdadeiro papel, que é financiar a economia real"
Jean-Claude Trichet, presidente do Banco Central
Europeu, em Davos, durante o Fórum Econômico Social.
Ele defende que os bancos usem os lucros para conceder empréstimos para empresas em vez de recompensar altos executivos
Chinesa Chery quer fábrica no Brasil
A Chery, terceira maior montadora chinesa de automóveis, despachou para o Brasil um grupo de executivos com a missão de escolher a localidade que deverá sediar sua primeira fábrica no País. Estão sendo avaliados municípios de Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo - nesse caso, o interesse é mais voltado para São José dos Campos e Sorocaba. O projeto, inicialmente, é para 2012. Atualmente, o único modelo da Chery vendido no Brasil é o utilitário Tiggo, montado no Uruguai. Neste ano, o portfólio deverá incluir o compacto QQ, o sedã médio Cielo e a minivan Facel.
Tramontina junta inox com Swarovski
A gaúcha Tramontina vai lançar, no início de março, durante a Gift Fair, em São Paulo, a linha Personalité, que permite ao comprador customizar várias peças - panelas, baixelas e talheres de inox - com os originais cristais Swarovski.
Governo encomenda elogios a multinacionais
Presidentes de multinacionais no Brasil estão recebendo um convite da Secretaria de Comunicação (Secom) do governo federal para a gravação de depoimentos em vídeo sobre o tema "porque o Brasil é ótimo lugar para investimentos". O plano é iniciar a divulgação dos testemunhos em março, quando for apresentada a nova versão do Portal Brasil, operado pela Secom. Entre os convidados, figuram nomes como Fiat, Microsoft, Coca-Cola e Visa. Até agora, só a Visa topou a parada.
Farmácia emergente atrai japoneses
Desde que foi alçado à categoria de "pharmerging" (junção do prefixo pharma e a palavra emergente em inglês), o mercado brasileiro tem despertado interesse das multinacionais do setor. O laboratório japonês Rohto Pharmaceutical é uma delas. Em dezembro, o executivo Hideo Ueshima, diretor de mercados em desenvolvimento, passou três semanas em São Paulo visitando fabricantes de genéricos e distribuidores de medicamentos. A Rohto ainda não decidiu se vai começar sua operação do zero, como fez a concorrente japonesa Astellas, ou se vai tentar adquirir uma empresa local.
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