Alerta em São Sebastião
FAVELA E LIXO EM ÁREAS DE PRESERVAÇÃO AMBIENTAL
A ampliação do Porto de São Sebastião trará sérias consequências ruins ambientais e urbanas. Por isso, é preciso analisar todas as implicações, para evitar, por exemplo, o que ocorreu na capital, onde a ocupação foi e é feita de maneira desordenada. Ao longo da Rodovia Rio-Santos, principalmente no trecho que vai de Barra do Una, passando por Juqueí, Camburi e Boiçucanga, em São Sebastião, favelas são formadas e ocupam várias áreas de preservação ambiental, sem que ninguém consiga deter tal atividade. Em Juqueí, o terreno localizado no final da Rua Gerôncio Bento Pereira, perto de um morro que é área de preservação ambiental, está se transformando em depósito de lixo e entulho. Todos os dias, em horários diversos, caminhões basculantes depositam e descartam esse material no local. Outro dia, um caminhão foi parado e disse que era terceirizado a serviço da Prefeitura. A situação é grave, reclamando sérias e urgentes providências da administração pública. Do contrário, em pouco tempo, teremos mais um lixão instalado em plena reserva ambiental de Mata Atlântica. Mas o lixo e o entulho acumulados já estão provocando desequilíbrio ambiental: diversas espécies de animais (ratos, gambás, cobras, etc.) estão deixando o local e invadindo as casas da região. E, uma vez instalados, dificilmente serão retirados. Com a palavra, o poder público.
FRANCISCO ANTONIO BIANCO NETO / SÃO PAULO
A prefeitura de São Sebastião não respondeu.
O leitor analisa: A constante ocupação das áreas de mananciais e de preservação ambiental só ocorre por conta do descaso de todas as esferas da administração pública brasileira.
CPTM - ACESSIBILIDADE
Propaganda enganosa?
Ouvi numa rádio uma propaganda da CPTM dizendo que há 36 estações com acessibilidade para pessoas portadoras de deficiência física, banheiros públicos, escadas rolantes e elevadores. Tudo parece lindo para quem não conhece a realidade. Uso todos os dias a Linha 7-Rubi, (Luz-Francisco Morato). Meu calvário diário se inicia na Estação Jaraguá. Há menos de 2 anos foi construído um viaduto que passa por cima da linha férrea. Embaixo dele, num dos lados da estação, não há asfalto. Quando chove, o piso vira lama. Para sair no começo do viaduto é preciso passar pela calçada, entre uma parede (barranco) e o muro do viaduto, que tem um pouco mais de 1 metro. Como se não bastasse ter de atravessar de um lado para o outro da estação, o usuário é obrigado a utilizar uma escada de ferro, que parece que teve a última manutenção feita na época da inauguração da estação, quando os ingleses construíram as primeiras linhas férreas! Se um idoso ou alguém com restrição de mobilidade tem de atravessá-la, um funcionário da estação precisa levá-lo pelo braço. A Estação Vila Clarice tem os mesmos problemas, já a Estação Pirituba é um pouco mais moderna, pois tem cobertura e a escada é de concreto. Mas não há elevadores nem escadas rolantes. Aliás, esses itens de acessibilidade somente são vistos a partir da Estação Barra Funda. Porém não há elevador na plataforma onde os trens da Linha Rubi estacionam, mas escadas rolantes - "um paraíso". Nessa estação há banheiros, entretanto, o passageiro tem de pagar para usá-los. Alegam que é para a manutenção. Sugiro para quem gosta de uma vida cheia de aventuras, imprevistos, emoções e não tenha compromissos com horário que use os trens da Linha 7-Rubi!
MÁRCIA MARIA MARTINS
/ SÃO PAULO
A CPTM não respondeu.
CORREIOS
Regras internacionais
Desde agosto uma encomenda minha dos Estados Unidos está parada nos Correios. Já enviei 4 e-mails para a Ouvidoria, mas nada foi feito.
THEA NALIATO / SÃO PAULO
A Diretoria Regional dos Correios de São Paulo Metropolitana esclarece que após o término das apurações a cliente sra. Thea foi notificada sobre o extravio do objeto e sobre as regras do correio internacional. O remetente deve formalizar a reclamação no país de origem da remessa, pois, de acordo com as normas da União Postal Universal, órgão que estabelece as regras postais a serem obedecidas pelos correios de todo o mundo, os objetos postais pertencem ao remetente até que sejam devidamente entregues ao destinatário. Portanto, é o remetente quem faz jus à retratação financeira.
A leitora critica: Extravio? Se a encomenda estava parada nos Correios do Brasil desde agosto, ela deve ter sido roubada. O pior é que eu, a destinatária, fui a maior prejudicada, pois o remetente já recebeu pelo objeto e o correio norte-americano, pela postagem. A argumentação de extravio foi só uma desculpa para se livrar do problema.
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