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Ambientalistas pressionam Japão para não caçar baleias

17 de junho de 2010 | 0h 00
- O Estado de S.Paulo

As expectativas para 67.ª Reunião da Comissão Internacional da Baleia (CIB) estão concentradas na possibilidade de o Japão assumir o compromisso de extinguir totalmente a caça no Santuário Baleeiro do Oceano Austral, onde os japoneses ainda realizam expedições. A reunião ocorrerá entre os dias 21 e 25 de junho, em Agadir, Marrocos.

"O Japão tem o maior peso na negociação", resume Susan Lieberman, diretora de Política Internacional da ONG The Pew Whale Conservation Programme. Representantes do Greenpeace, WWF e The Pew Whale Conservation Programme afirmam que um acordo é o mínimo que se pode esperar da reunião. "Delineamos seis pontos chave para que o acordo seja viável. O mais importante deles é a extinção total da caça no Santuário."

Outra questão crucial é a reforma do artigo 8.° da Convenção Internacional para Regulação da Atividade Baleeira, que trata da caça para fins científicos. "O Japão vem se aproveitando da redação desse artigo para driblar a moratória imposta em 1986", diz o comissário brasileiro na CIB, Fábio Pitaluga.

A proposta que está em pauta estabelece que os únicos países que ainda caçam - Noruega, Islândia e Japão - poderiam continuar a fazê-lo ainda por dez anos.

OBRA
Construção de porto é debatida na Câmara

O projeto Porto Sul, em Ilhéus (Bahia), será tema de audiência pública hoje na Câmara dos Deputados. Ricardo Trípoli (PSDB-SP) e Fernando Gabeira (PV-RJ) solicitam esclarecimentos da Bahia Mineração e de órgãos do governo, como o Ibama, sobre o empreendimento e a concessão da licença. Ambientalistas temem danos à Mata Atlântica e à biodiversidade local.

AQUECIMENTO
Chefe de clima quer Europa na liderança

As indústrias de tecnologia verde da Europa precisam de apoio político para vencerem as concorrentes da Ásia, disse a chefe europeia da área de clima, Connie Hedegaard. "A Europa deve fazer tudo o que puder para proteger e desenvolver sua eficiência energética e os setores de energias renováveis", afirmou. A liderança europeia no combate às mudanças climáticas está sendo colocada em xeque com a crise econômica. A população apoia menos a luta por medo de perder empregos. "Há um crescente reconhecimento de que nossa forte posição não é automática na próxima década", disse. "Temos de lutar por ela." A Europa se comprometeu a cortar 20% de suas emissões até 2020 (em relação aos níveis de 1990). Porém, se outros países tiverem metas fortes, poderá reduzir em 30% as emissões.


Olho no desperdício
279 litros
de água são consumidos ao se lavar a calçada com uma
mangueira durante 15 minutos, segundo a Sabesp. Use uma
vassoura, e não a mangueira,
para fazer esse tipo de limpeza.


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