Americana será a nova presidente da GM do Brasil
Denise Johnson, que assume em 1º de julho, se tornará a primeira mulher a dirigir uma montadora no País
Denise C. Johnson, americana de 43 anos, será a primeira mulher a presidir uma montadora brasileira. Em 1.º de julho, ela assume o comando da General Motors do Brasil, grupo que está no País há 85 anos. O anúncio foi feito ontem pela matriz nos Estados Unidos.
O atual presidente, Jaime Ardila, passará a responder pela GM América do Sul, nova divisão regional que engloba as operações industriais e comerciais do Brasil, Argentina, Colômbia, Equador e Venezuela, além das atividades de vendas da Bolívia, Chile, Paraguai, Peru e Uruguai. Ele também fará parte do Comitê Executivo da companhia.
Formada em engenharia mecânica, Denise ingressou na GM em 1989 e passou por vários cargos nas áreas de engenharia, manufatura e planejamento em diferentes fábricas da companhia nos EUA. Desde dezembro, era vice-presidente de Relações Trabalhistas na América do Norte. Na filial brasileira, ontem, havia poucos detalhes sobre o perfil de Denise, que comandará a terceira maior operação da GM no mundo, atrás dos EUA e da China. Será a única mulher num grupo de 18 fabricantes de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus filiados à Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Juntos, venderam 1,3 milhão de veículos nos cinco meses deste ano. A GM respondeu por 19% dos negócios no País. Na América do Sul, a GM vendeu 394 mil veículos no período, com participação de 20,2% no mercado.
Crescimento. Com a reestruturação, todas as subsidiárias fora da América do Norte foram agrupadas na divisão de Operações Internacionais, que agora será integrada também por Ásia, Austrália, Nova Zelândia, Rússia, Comunidade de Estados Independentes (CIS), Oriente Médio e África.
O colombiano Ardila, de 55 anos, coordenará a GM América do Sul de um escritório na fábrica de São Caetano do Sul (SP), onde despacha atualmente. Ele assumiu a presidência da filial em novembro de 2007. "A prioridade do Jaime é garantir o melhor para nossos clientes nesta importante região em crescimento", afirmou Whitacre.
É no Brasil que o grupo concentra sua maior operação industrial na região, com três fábricas de automóveis e uma de peças. No País, a GM mantém seu centro de desenvolvimento de carros e picapes que complementam as arquiteturas globais da GM. "Este é um desenvolvimento importante para nossa equipe na América do Sul", disse Ardila.
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