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Anac nega que tenha autorizado nova ponte aérea

Por meio de nota, agência diz que aguarda resposta da Team sobre problemas de segurança

25 de setembro de 2009 | 0h 00
Alberto Komatsu e Pedro Dantas, RIO - O Estadao de S.Paulo

Menos de 24 horas após a companhia aérea regional Team ter anunciado que havia recebido autorização para operar uma ponte aérea entre os aeroportos de Jacarepaguá, zona oeste do Rio, e Campo de Marte, zona norte de São Paulo, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou ontem que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) teria vetado o projeto. Segundo ele, a proposta não é compatível com as normas de segurança do terminal carioca. Por meio de nota, a Anac informou que não deu a autorização, mas aguarda resposta da Team sobre questionamentos da Superintendência de Segurança Operacional.

"A Anac é autônoma, mas tive a informação que o pedido foi negado, pois não se adapta às normas de segurança. Não há condições de Jacarepaguá suportar linhas regulares de voos. Trata-se de um aeroporto para aeronaves de pequeno porte e com a pista pequena", afirmou o ministro, no Rio.

A Anac informou que notificou a Infraero para que se realizassem as adequações necessárias nos dois aeroportos. "Entretanto, essa notificação não significa que a Team terá sua autorização concedida para operar nos dois aeroportos, nem que as mudanças na infraestrutura sejam factíveis de serem realizadas pela Infraero."

Na quarta-feira, a diretora de Marketing da Team, Lygia Moreira Ventura, havia informado que aguarda as adequações nos dois terminais para iniciar os voos regulares. Segundo ela, a Anac determinou que a Infraero fizesse as adequações até 10 de outubro. Ontem, ela negou que a empresa tenha sido notificada sobre questionamentos na área de segurança. A Anac diz que exigiu as respostas no último dia 9.

Sobre a suposta autorização, Jobim destacou que "a informação é falsa e foi plantada pela companhia aérea interessada em operar o trajeto". Segundo ele, a Team já teve o mesmo pedido negado duas vezes. A Infraero informou ser contrária à utilização dos dois aeroportos para voos regulares, mas acrescentou que iria obedecer à determinação da Anac.

Os voos regulares tornaram-se juridicamente possíveis após as quedas das Portarias 187 e 188, do extinto DAC, que antecedeu a Anac. As normas estabeleciam como objetivo exclusivo dos dois aeroportos o atendimento de empresas de táxi aéreo e aeroclubes. O governador do Rio, Sérgio Cabral, e o prefeito da capital, Eduardo Paes, vão adotar medidas para impedir os voos.

COLABOROU ALFREDO JUNQUEIRA