Ativista de parto em casa morre ao dar à luz
A australiana Caroline Lovell, de 36 anos, grande defensora dos partos domiciliares, morreu após dar à luz em casa sua segunda filha, Zahra, revelou o jornal britânico Daily Mail. Ela teve uma parada cardíaca no último dia 23, em Melbourne. Levada ao hospital, não resistiu. O bebê sobreviveu.
Caroline tinha planejado um parto acompanhado por uma parteira, mas complicações ainda desconhecidas causaram a parada cardíaca. Uma associação de parteiras declarou que o acontecimento é muito raro e provavelmente uma hemorragia severa causou a morte da ativista.
Em 2009, Caroline ganhou projeção ao defender que as parteiras australianas precisavam de mais proteção legal.
Polêmica. Nas últimas três décadas, houve um aumento na procura por partos em casa em vários países. Conforme o Estado revelou em janeiro, o parto domiciliar tem ganhado adeptos no Brasil, mas enfrenta resistência de médicos.
Desde junho do ano passado, o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) se pronunciou formalmente e passou a não recomendar o procedimento nos domicílios - salvo casos de urgência em que não há tempo de remoção para um hospital. As mulheres que não abrem mão de ter o filho em casa acabam recorrendo a parteiras e doulas - tipo de assistentes e apoiadoras.
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