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Autoridade Palestina critica acordo de Israel e Hamas para soltar Shalit

Para o Fatah, objetivo de pacto é aumentar popularidade de rivais após iniciativa na ONU

14 de outubro de 2011 | 3h 02
O Estado de S.Paulo

JERUSALÉM - O Fatah - facção à qual pertence o presidente da Autoridade Palestina (AP), Mahmoud Abbas - criticou na quinta-feira, 13, o acordo entre Hamas e Israel que prevê a libertação do soldado Gilad Shalit em troca de 1.027 palestinos detidos em prisões israelenses. O militar de 25 anos, há 5 em cativeiro, deve ser transferido da Faixa de Gaza para a Península do Sinai, no Egito, de onde retornará a Israel, na terça-feira, informou a agência AFP.

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Segundo o chanceler da AP, Riyad al-Malki, o Fatah, que controla a Cisjordânia, ficou frustrado com o pacto negociado pelo Hamas, no poder em Gaza. "Estamos muito decepcionados com o fato de alguns deles terem de ser transferidos e outros serem expulsos das áreas palestinas", disse o ministro. "Não queremos ver nenhum palestino expulso da própria terra."

O acordo será cumprido em duas etapas. Na primeira, 477 presos palestinos (450 homens e 27 mulheres) serão soltos ao mesmo tempo que Shalit. Dos 203 detidos originários da Cisjordânia, 163 serão deportados para Gaza e 40, para países estrangeiros. Malki ainda sugeriu que a troca seria uma maneira de impulsionar a popularidade do Hamas e de Israel, em resposta à iniciativa da AP de pedir o reconhecimento do Estado palestino no Conselho de Segurança da ONU.

No Cairo, continuam as conversas entre emissários do Hamas, do governo de Israel e de mediadores alemães e egípcios para acertar os últimos detalhes da libertação. Segundo o jornal israelense Jerusalem Post, o líder do Hamas no exílio, Khaled Meshal, reuniu-se ontem na capital egípcia com o chefe do serviço secreto do país, Murad Mawafi. O grupo desmentiu informações publicadas na imprensa local de que Shalit já estaria em território egípcio.

A troca deve ocorrer na Península do Sinai, mas os prisioneiros palestinos e o soldado estarão em localidades diferentes e não se encontrarão. Shalit deve ser transferido para seu país ainda na terça-feira. A segunda fase do acordo deve ser efetuada dois meses depois da soltura do soldado. Segundo membros do Hamas, o acordo cumpre 90% das demandas do movimento. A lista completa dos palestinos que serão libertados será divulgada no domingo.

Os dois lados envolvidos na negociação elogiaram a mediação egípcia. "Agradecemos ao Egito por liderar essas vigorosas negociações", disse o líder do Hamas. "Esse acordo é um feito histórico para a luta palestina." Netanyahu telefonou ao líder da junta militar do país, Hussein Tantawi, e afirmou que a ajuda dele "alegrou" os israelenses.

Os pais de Shalit devem recepcionar seu filho na base de Tel Nof, perto de Tel-Aviv, segundo o Exército. Eles deixaram a barraca na frente da residência de Netanyahu, na qual viveram por mais de um ano ao lado de ativistas.

Bastidores

A aprovação do acordo deu-se numa tensa reunião de mais de oito horas do alto escalão do governo israelense. Segundo o jornal Haaretz, o chanceler Avigdor Lieberman, contrário ao acordo, avisou o grupo de oito ministros de seu voto e abandonou o encontro sem fazer comentários. Outros dois ministros, o vice-premiê Moshe Ya'alon, do Likud, e o da Infraestrutura, Uzi Landau, do Israel Beiteinu - o partido de Lieberman - também foram contra.






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