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Azarões podem surpreender no conclave

Além dos favoritos Scola e d. Odilo, outros cardeais das Américas, da África e de outros países europeus têm chances de serem eleitos papa

12 de março de 2013 | 2h 03
O Estado de S.Paulo

O cardeal italiano Angelo Scola, arcebispo de Milão, e o brasileiro Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo, entram hoje na Capela Sistina como dois dos favoritos na eleição que definirá o sucessor de Bento XVI.

Mas a lista de papáveis é muito mais ampla e inclui cardeais do Canadá, da Hungria, de Gana e dos Estados Unidos, além de outro brasileiro, João Braz de Aviz, arcebispo emérito de Brasília (mais informações nesta pág.).

Aos 71 anos, Scola é o principal candidato italiano. Especialista em teologia moral, foi transferido em 2011 de Veneza pelo então papa Bento XVI. A decisão foi vista, por especialistas, como um sinal de aprovação.

Durante bastante tempo, Scola foi próximo do grupo conservador católico italiano Comunhão e Libertação, que Bento XVI também apoiava, mas manteve distância nos últimos anos. Tem familiaridade com o islamismo, na qualidade de chefe de uma fundação que promove o entendimento entre cristãos e muçulmanos. Tem uma oratória considerada intelectualizada, o que pode afastar cardeais que busquem um pastor que seja um comunicador mais carismático.

Já d. Odilo, de 63 anos, é o principal candidato da América Latina. Arcebispo da maior arquidiocese do Brasil, ele é um conservador para os padrões brasileiros, mas em outros lugares é visto como um cardeal moderado.

Suas raízes familiares alemãs e o período trabalhando na Cúria do Vaticano lhe garantem ligações importantes com a Europa, o maior bloco de votação no conclave que definirá o novo papa.

De acordo com a imprensa italiana, d. Odilo possui apoio entre os cardeais da Cúria que hoje se posicionam de forma contrária a Scola. O brasileiro é conhecido pelo senso de humor e por usar o Twitter regularmente. O rápido crescimento das igrejas evangélicas no Brasil, no entanto, pode pesar contra ele. / AGÊNCIAS INTERNACIONAIS





Tópicos: Papa, Bento XVI, Igreja

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