BB negocia compra de bancos no Peru e no Chile
Banco do Brasil também analisa oportunidades na Colômbia, Uruguai, Paraguai e até nos Estados Unidos; banco já fechou negócio na África
A aquisição de um banco de pequeno porte no Peru pode ser o mais novo passo do Banco do Brasil em seu processo de internacionalização.
Segundo fontes ligadas ao banco, o BB estuda, e pode fechar negócio nas próximas semanas. A ideia é comprar uma instituição que opera no segmento corporativo, atuando principalmente para fomentar o comércio exterior entre o Brasil e o Peru.
Além disso, reforça a estratégia de ampliar a influência da política externa brasileira, por meio do financiamento de empreendimentos de interesse do Brasil no exterior, como usinas de etanol e obras de empreiteiras nacionais.
Outros países. Além do Peru, o BB tem buscado entrar em outros países. Com esses movimentos, a atuação do maior banco brasileiro deve ganhar novos e importantes contornos até o fim do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, com possibilidade de compras serem anunciadas até mesmo antes da eleição do novo presidente da República.
Nesse sentido, a instituição financeira estatal já adquiriu o banco Patagônia, na Argentina, e negocia uma parceria minoritária com um banco de pequeno porte no Chile, sem aquisição de controle. As conversas também avançam para uma parceria com uma instituição já estabelecida e focada nas empresas.
Pessoas envolvidas na operação explicam que, como o mercado bancário chileno é bastante maduro, a compra de um banco seria muito onerosa. Por isso, a solução é uma parceria, sem controle acionário.
Outros mercados. O Banco do Brasil também observa oportunidades na Colômbia, Uruguai e Paraguai. Uma fonte destacou que o real valorizado facilita os projetos de aquisição de instituições financeiras no exterior, já que aumenta o poder de compra do banco lá fora.
Além das iniciativas na América do Sul, o BB segue em negociações para adquirir uma ou até duas instituições financeiras no mercado norte-americano, que atua no segmento de varejo.
Os alvos são instituições de pequeno porte, com quatro a dez agências e que atuem em regiões com forte presença de comunidade brasileira, como Nova York, Nova Jersey, Boston e o Estado da Flórida.
Na África. Outra frente de atuação do BB, anunciada recentemente, foi a parceria com o Bradesco e o Banco Espírito Santo (BES) para que as instituições atuem juntas no continente africano.
O negócio vai facilitar o investimento de companhias brasileiras na África e também se insere na estratégia da política externa do atual governo de ampliar a influência econômica e política do Brasil.
O Banco do Brasil tem, nos últimos anos, também atuado de forma relativamente agressiva no mercado local, a maior operação foi a compra da Nossa Caixa do governo de São Paulo.
PARA LEMBRAR
Banco está atendendo a pedido de Lula
A investida do BB no exterior é resultado de um pedido feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em 20 de julho de 2009, Lula cobrou a extensão das atividades a outros países, para acompanhar brasileiros e empresas nacionais na América Latina, EUA, África e China. A primeira investida aconteceu na Argentina, onde o BB comprou o controle acionário do Banco Patagônia. Depois, veio a parceria do BB com Bradesco e Banco Espírito Santo para o mercado africano.
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