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Biodiversidade rende R$ 5,5 milhões a extrativistas

20 de maio de 2010 | 0h 00
Andrea Vialli e Afra Balazina, Com Ap - O Estado de S.Paulo

O uso sustentável da biodiversidade já traz ganhos financeiros para comunidades tradicionais no Brasil, especialmente na Amazônia.
Vinte e seis comunidades extrativistas que fornecem insumos para a empresa de cosméticos Natura receberam, em 2009, R$ 5,5 milhões em recursos referentes ao uso de plantas, frutos, raízes e outros ativos naturais.
A remuneração inclui o fornecimento de insumos, a repartição de benefícios por acesso ao patrimônio genético ou conhecimento tradicional, apoio financeiro às comunidades, pagamento por uso de imagem, capacitação, certificação e manejo. No total, mais de 2 mil famílias foram beneficiadas com esses pagamentos, segundo Marcos Vaz, diretor de sustentabilidade da Natura. Os dados foram apresentados ontem durante o seminário "Abastecendo com Respeito" realizado pela União pelo Biocomércio Ético (UEBT, na sigla em inglês).

SUL DA BAHIA
ONGs fazem apelo a ministra contra porto
Um manifesto assinado por 95 organizações contrárias à construção de um empreendimento portuário na região de Ilhéus, no sul da Bahia, foi entregue ontem à ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. Segundo o documento, "o patrimônio natural e cultural do Sul da Bahia está ameaçado de modo irreversível" caso o projeto do Porto Sul, do governo da Bahia, seja implantado. O complexo Porto Sul, que contempla o trecho baiano da Ferrovia de Integração Oeste-Leste e um porto para escoamento em alto-mar de minério de ferro da empresa Bahia Mineração, está situado dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) da Lagoa Encantada, entre Ilhéus e Itacaré.

AQUECIMENTO GLOBAL
Cientistas pedem taxa sobre petróleo e carvão
Os principais cientistas dos Estados Unidos, ligados à Academia Nacional de Ciências, propuseram ontem medidas urgentes contra o aquecimento global, como encarecer o uso de petróleo e carvão, combustíveis fósseis que contribuem para as mudanças climáticas. A academia, que assessora o governo americano, diz que os EUA precisam reduzir as emissões de gases do efeito estufa entre 57% e 83% até 2050. Segundo os cientistas, isso só poderá ser feito por meio de um imposto sobre os combustíveis fósseis e as atividades poluentes ou de um sistema de limitação e comércio das emissões.

PRESERVAÇÃO
Floresta boreal terá moratória de desmate
Acordo entre a organização que regula empresas do setor florestal (foto) no Canadá e uma coalizão de nove ONGs selou uma moratória de três anos para derrubadas na floresta boreal do Canadá. O acordo cobre 72 milhões de hectares de florestas. /